(28/07/2019) – Apesar do fraco desempenho do setor no primeiro semestre, o Instituto Aço Brasil (IABr) está otimista com relação ao segundo semestre de 2019, e acredita em um resultado mais ou menos razoável no conjunto do ano.
As previsões da entidade para 2019 são de aumento das vendas internas de aço em 2,5%, totalizando um volume de 19,4 milhões de toneladas. A produção de aço deve manter-se estável, com pequeno aumento de 0,4%, totalizando 35,6 milhões de toneladas. O consumo aparente de aço deve subir 2,1% em 2019.
O IABr prevê queda nas exportações. As vendas externas devem cair 7,3% este ano na comparação com 2018, diante não só das condições adversas do mercado internacional, mas também devido à perda de competitividade das empresas, causada, principalmente, pela cumulatividade dos impostos na exportação.
Os resultados no primeiro semestre, de qualquer forma, foram decepcionantes, com a paralisia dos mercados e da economia como um todo afetando o desempenho do setor. De fato, a retomada do crescimento, esperada por todos, não ocorreu.
A produção brasileira do aço foi de 17,2 milhões de t em relação ao mesmo período de 2018 (- 1,4%), enquanto as vendas internas tiveram aumento de 1,3% atingindo 9,2 milhões de t de aço nesse período. O consumo aparente atingiu 10,4 milhões de t (+ 0,2%). Já as exportações somaram 6,7 milhões de t (- 2,4%) e as importações ficaram praticamente estáveis, totalizando 1,3 milhão de t (- 0,6%).
A expectativa do IABr é que, neste segundo semestre, haja uma retomada dos investimentos na construção civil e em infraestrutura, assim como nos projetos do setor de óleo e gás, alavancando o consumo de aço.
A entidade defende ainda a atenção do governo às praticas predatórias de mercado, mantendo uma política de defesa comercial eficaz e dentro das regras da OMC – Organização Mundial do Comércio. Também quer o mais rapidamente possível a regularização do abastecimento de minério de ferro em quantidade e qualidade exigidas pelos equipamentos das usinas, assegurando o mínimo de previsibilidade. Isto será fundamental para que o setor possa investir os US$ 9 bilhões projetados para os próximos cinco anos, na confiança da retomada do mercado brasileiro.