São Paulo, 02 de julho de 2026

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28/06/2019

Para o Iedi, ciclo recessivo pode estar se repetindo


(30/06/2019) – O Iedi – Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial advertiu, em seu último boletim, que diante do fraco desempenho da economia no transcorrer deste ano o risco é de que possa estar em processo no país um movimento semelhante ao que ocorreu no último ciclo recessivo.

De acordo com a entidade, nos quatro primeiros meses de 2019 foi observada uma série de sinais de enfraquecimento do dinamismo econômico, que já se mostrava muito baixo diante da profundidade da crise de 2015-2016.

O Iedi mostra preocupação, principalmente, com as recorrentes taxas negativas da indústria, que tendem a se espalhar para o conjunto da economia devido aos inúmeros vínculos que o setor estabelece com as outras atividades produtivas, em especial o comércio e os serviços (que apresentam uma inquietante queda na estratégica na área de transportes, de – 2,5% no primeiro quadrimestre de 2019).

De fato, após cair no quarto trimestre de 2018 e no primeiro trimestre de 2019, a indústria permaneceu na região negativa em abril: – 3,9%, frente a abril de 2018. Para isto contribuiu o forte declínio do ramo extrativo (- 24%), devido aos efeitos do desastre de Brumadinho, mas, mesmo excluindo esta atividade, o quadro continua sendo de retrocesso, com uma queda de -1% na indústria de transformação.

O Iedi aponta que o perfil das perdas industriais em 2019 é quase generalizado. No acumulado de janeiro a abril deste ano, as perdas atingem 19 dos 26 ramos acompanhados pelo IBGE e 11 dos 15 parques regionais do setor. Nada menos do que 73% da indústria está no negativo, seja do ponto de vista setorial seja do ponto de vista regional, gerando uma retração de -2,7% do agregado do setor nos quatro primeiros meses do ano.

Diante desta trajetória, a expectativa de crescimento da produção industrial para 2019, segundo a pesquisa Focus do Banco Central, já encolheu para apenas + 0,65%.  Caso esta projeção se torne realidade, o país caminha para um nível de dinamismo que é quase a metade daquele de 2018, mostrando que a recuperação industrial pode ser um processo de fôlego curto: + 2,5% em 2017, + 1% em 2018 e provavelmente + 0,65% em 2019.

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