São Paulo, 02 de julho de 2026

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15/06/2019

Lepe planeja dobrar a capacidade de usinagem


(16/06/2019) – Fabricante de autopeças, especializada na fabricação de peças de ferro fundido, incluindo serviços de usinagem, pintura e montagem, a Lepe está completando 70 anos de atividades em 2019. Para se manter em crescimento hoje e no futuro, a empresa – que cresceu 20% em 2018 – tem planos em duas frentes: no aumento da capacidade de produção e na expansão das exportações.

Instalada em Guarulhos (SP), a Lepe opera hoje com 50% de sua capacidade total de 1.500 toneladas mensais. O ápice se deu em 2011, quando produziu 1.350 toneladas – volume de produção que, segundo as projeções da empresa, só deve voltar a ocorrer em 2022 ou 2023.

Até lá, a empresa quer estar preparada. Uma nova e ampla área fabril, de 3,6 mil m², também em Guarulhos, está pronta para receber a unidade de usinagem que, uma vez em operação, vai aumentar a capacidade da Lepe dos atuais 1,5 milhão para 3,5 milhões de peças usinadas por ano.

Ainda como parte do projeto futuro da Lepe, está nos planos a instalação de uma nova unidade de Fundição, Usinagem, Pintura e Montagem, em Itaquaquecetuba, cujo terreno foi adquirido em 2009, com previsão para iniciar suas atividades em 2027. Quando entrar em operação, a nova unidade elevará a capacidade de produção para 42 mil toneladas anuais.

EXPORTAÇÕES – Na outra frente, a do mercado externo, a empresa está mirando neste momento o mercado alemão, apontado pelo seu diretor comercial Wilson de Francisco Júnior como forte e com boa demanda por fundidos de qualidade.

De acordo com o diretor, a Lepe já apresentou propostas a companhias alemãs que totalizam 6,5 milhões de euros anuais que agora só dependem de negociações e competitividade. Além da Alemanha, a empresa também vislumbra negócios na Espanha e Inglaterra, além de crescimento nos mercados já atendidos.

Hoje, o mercado interno absorve 95% das peças produzidos pela Lepe, como coletores, alavancas, suportes, polias, tampas, pedais, carcaças e volantes. O restante é direcionado para o exterior, especialmente Estados Unidos, China, Tailândia e Argentina. “Temos nossas características de produção. Não somos uma empresa de grandes lotes, por isso os clientes muitas vezes nos procuram para produzir peças com requisitos técnicos específicos e bem diferenciados, que exigem muita capacitação, motivo pelo qual sempre investimos nesse quesito”, explica o diretor de fundição, Augusto Koch Júnior.

Promover negócios no mercado externo não é novidade para a empresa. De 1970 aos anos 2000, a companhia fabricou virabrequins de automóveis de passeio para o mercado de reposição, exportando-os também para os EUA, Alemanha e Venezuela. “Isso nos permitiu um aprendizado e tranquilidade em tratar todas as etapas do processo com o mercado externo”, lembra o diretor comercial.

É possível que com esses novos mercados, especialmente o alemão, as exportações possam passar a representar 10% do volume produzido já a partir de 2020. “Nesse cenário de estagnação econômica, apesar de todos os índices positivos da indústria de autopeças e montadoras, exportar é uma boa saída que deve ser bem explorada. Mas não pode ser vista como uma solução a curto prazo, mas sim fazer parte de uma estratégia de longo prazo”, afirma o diretor.

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