(14/04/2019) – O Sindipeças divulgou na última quarta-feira, 10, a pesquisa conjuntural do setor referente ao desempenho nos dois primeiros meses deste ano. Houve substancial melhora no mercado interno e piora nas exportações.
De acordo com a entidade, a receita líquida da indústria brasileira de autopeças cresceu 12,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, com alta tanto nas vendas para as montadoras (15,1%) quanto para o mercado de reposição (13,4%). No entanto, as exportações caíram 12,3% na comparação entre os períodos.
O crescimento do setor de autopeças na área produtiva também foi positivo, tendo sido inclusive maior do que o registrado pelas montadoras, que foi de 6,7% no bimestre. Por conta deste desempenho, os fabricantes de autopeças encerraram o mês de fevereiro com 70% de utilização da capacidade instalada, índice que foi de 61% em dezembro e ficou em 67% no primeiro mês deste ano. Ou seja, a tendência é visivelmente de crescimento na utilização do parque instalado.
O faturamento nominal dos fornecedores de autopeças em fevereiro registrou alta de 3,4% na comparação com janeiro. As vendas para as montadoras cresceram 7,4% e, por consequência, os negócios intrassetoriais tiveram alta de 3,7%.
Esses bons resultados, segundo o Sindipeças, compensaram as quedas observadas nos demais canais de distribuição no segundo mês do ano, que foram de 1,2% no caso da reposição e de 6,3% nas exportações.
A queda nas exportações foi provocada tanto pela volatilidade cambial como por dificuldades pontuais de comercialização no mercado norte-americano em fevereiro. O setor, assim como a indústria automobilística, também enfrenta problemas com a Argentina, que registra forte retração em seu mercado interno.
No acumulado dos últimos 12 meses, o incremento da receita nominal das indústrias de autopeças foi de 15,4%, com destaque para as vendas para as montadoras (15,3%) e também nas exportações (20,8%).
Já o mercado intrassetorial, acompanhando o bom desempenho das vendas para OEM (produtos fabricados especialmente para grandes empresas e não destinados ao consumidor final) subiu 16,7%, enquanto a receita obtida no mercado de reposição mostrou alta de 8,7%.