
(27/01/2019) – A GE Celma, subsidiária da GE localizada em Petrópolis (RJ), já consolidou o uso de nylon reforçado com fibras de carbono como o material de suas impressões 3D. Introduzido na unidade em julho do ano passado, o produto substituiu com vantagens o termoplástico ABS empregado anteriormente, maximizando resultados e minimizando tempo de trabalho e custos com materiais.
De acordo com Rodolpho Pereira, engenheiro de reparos e líder de manufatura aditiva da GE na América Latina, a liga de nylon e fibra de carbono é bem mais resistente que o ABS, além de mais leve e de impressão muito mais rápida. Um processo que antes levava seis meses entre projeto e construção de uma ferramenta ou de um gabarito hoje pode ser reduzido para 48 horas. A confecção de um desses itens pode ser realizada em três minutos; anteriormente, gastava-se até quatro horas.
“Também há uma economia significativa no material utilizado para a revisão e a manutenção das peças e dos motores aeronáuticos”, diz Pereira. “Só é colocado material onde é preciso. Não há uma produção de excesso, ela é exata para cada necessidade”. De fato, certo desperdício é inevitável na impressão em outros materiais.
Tudo isso se traduz em economia de recursos. Gabaritos que custariam até US$ 6 mil em outros materiais podem ser feitos com um custo de US$ 400 quando se emprega o nylon com fibra de carbono.
Outra inovação da GE Celma, que é uma das principais companhias da divisão de aviação da GE no mundo, é a própria localização atual das máquinas. Em vez de estarem na área de engenharia, como é o tradicional nas instalações fabris, elas estão no piso do chão de fábrica, em uma sala de vidro ao alcance de todos os funcionários. Estes se acostumaram a passar todo tipo de sugestões para os engenheiros, sendo que várias delas já foram testadas e aprovadas.
Segundo Pereira, a hoje ainda inovadora impressão 3D em liga de nylon com fibra de carbono pode se tornar um recurso interessante também para outras áreas, como a de energias renováveis: “O investimento é caro, mas o retorno em termos de negócios e de desenvolvimento é infinitamente mais alto”, garante.