(21/10/2018) – Para Salvador Fogliano, presidente da Walter do Brasil, a economia brasileira deve voltar a crescer assim que encerrada a eleição presidencial. “2018 começou melhor que 2017, em crescimento, mas com a proximidade das eleições o mercado ficou apreensivo e voltou a ficar instável. Passadas as eleições, independentemente do resultado, os negócios irão voltar a caminhar”.
Dizendo-se “conscientemente otimista”, Fogliano não acredita num forte reaquecimento do mercado num primeiro momento, mas sim no retorno ao ritmo experimentado no primeiro semestre deste ano. “O Brasil é uma das 10 maiores economias do mundo, com uma população de mais de 200 milhões de habitantes e um grande potencial de crescimento. Já enfrentamos outras crises e vamos superar também essa, que já dura quatro anos”, observa. “O setor industrial brasileiro foi muito impactado, empresas fecharam, vagas foram cortadas e a maioria das indústrias está no limite. Assim que houver maior clareza do que o novo governo fará na área político-econômica temos tudo para voltar a crescer”.
Apesar do cenário momentâneo, a Walter do Brasil deve fechar 2018 com crescimento de dois dígitos. De acordo com Fogliano, isso se deve em parte ao fato de a empresa ter uma boa participação na indústria automotiva, que está em processo de recuperação. A empresa também tem obtido bons resultados na indústria aeroespacial e na área de projetos de engenharia industrial. “A indústria de caminhões também tem impulsionado nosso crescimento”, acrescenta.
Em sua avaliação, a Walter já está preparada para a retomada da indústria. “Investimos em competência. Conseguimos manter nossa equipe durante a crise, o que é fundamental, pois somos uma empresa de engenharia, e investimos no treinamento do nosso pessoal. Tudo isto tem motivado a nossa equipe e está trazendo bons resultados”.
De outro lado, na área de novos produtos, o portfólio da Walter ganhou enorme reforço com o lançamento da linha Tiger.Tec Gold. Trata-se de uma nova geração de insertos para torneamento e fresamento, que oferece ganhos de performance de 40 a 45% em relação à linha anterior da empresa e que veio atender às necessidades atuais de produtividade e competitividade das indústrias.
