São Paulo, 04 de julho de 2026

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29/09/2018

Aumenta a utilização da capacidade instalada


(30/09/2018) – A tradicional “Sondagem Industrial” realizada mensalmente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que no mês de agosto houve sinais de continuidade da recuperação do setor, como o aumento da utilização da capacidade instalada, que aumentou 1 ponto percentual em relação a julho e alcançou 69%.

A melhoria é, entretanto, ligeiramente menos intensa quando comparada com os números observados no mês de agosto em anos de bom desempenho da indústria – tanto em termos de produção como de utilização da capacidade instalada.

Se esta, no último mês de agosto, foi 3 pontos percentuais superior à média dos meses de agosto dos últimos três anos (2015-2017) e registrou 2 pontos percentuais a mais que a observada em 2017, ficou 5 pontos percentuais abaixo da média do mês considerando o período 2011-2014.

Já a produção industrial, que ficou em 54,1 pontos em agosto, acima da linha divisória de 50 pontos, foi o segundo aumento mensal consecutivo, mas o bom desempenho também se explica pela sazonalidade. É, de fato, comum na passagem de julho para agosto a produção aumentar, para atender as vendas de fim de ano.

Esse crescimento só não ocorreu em 2014 e 2015, anos de severa queda da produção industrial. O aumento de 2018 está mais próximo, embora ligeiramente inferior, ao do ano passado e do período entre 2010 e 2012.

De qualquer forma, nas grandes empresas, a utilização da capacidade instalada em agosto não cresceu na comparação com julho, mantendo-se em 73%. O valor observado é, no entanto, 1 ponto percentual maior que o registrado em 2017.

O índice de evolução da produção das grandes empresas (55,4 pontos) também foi maior que o do total da indústria, mas muito inferior ao registrado em 2017 (57,5 pontos) e ao registrado entre 2010 e 2012 (entre 56,5 e 57,2 pontos). Nas pequenas e médias empresas, o índice de 2018 foi superior ao de 2017 e muitas vezes superior ao do período entre 2010 e 2012.

O índice de evolução do número de empregados aumentou de 48,5 para 49,1 pontos – ainda abaixo da linha divisória de 50 pontos, que separa queda/alta do emprego. A indústria também começa a acumular estoques indesejados e os empresários continuam reticentes em investir.

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