
(04/06/2018) – Passado o período mais crítico da crise, a fabricante de ferramentas Indaço quer voltar a crescer. Especializada em ferramentas rotativas e geradoras de engrenagens, a empresa passou por uma reestruturação e está adotando como estratégia principal o foco no segmento de ferramentas especiais.
“O mercado de especiais, que hoje representa cerca de 30% do nosso faturamento, é onde identificamos nosso maior potencial de crescimento”, afirma Maurício Paulino, diretor Industrial da Indaço, explicando que a marca foi criada na década de 1960 pela Belzers, posteriormente adquirida pela Coopertools e desde 1997 pertence a sua família. “Com essa reestruturação, pretendemos também ampliar o share em ferramentas rotativas, crescer no segmento de distribuição e buscar novos mercados”.
A principal novidade é a entrada no mercado de ferramentas especiais em metal duro. Até recentemente a Indaço apenas produzia ferramentas de metal duro standard, como fresas de 2 e 4 cortes e de topo esférico de 2 cortes. “Agora, estamos entrando no segmento de especiais e também na prestação de serviços de reafiação de ferramentas de metal duro”.
Outro foco está na linha de cortadores de engrenagens, segmento em que já atuava, mas no qual tem investido para aproveitar oportunidades surgidas no mercado brasileiro. Além dos serviços de reafiação para esta linha, a Indaço produz ferramentas sob desenho e mantém cortadores até módulo 4 em estoque.
A empresa de Carapicuíba (SP) aposta também na linha de ferramentas em HSS sinterizado, segmento que conta com menor número de concorrentes. “Trata-se de uma linha muito adequada ao parque de máquinas do Brasil, que se caracteriza pela idade média elevada, pois proporciona parâmetros de corte de corte bem próximos aos do metal duro, porém com a tenacidade do HSS”, explica.
“Estamos também animados com a profissionalização da empresa, que está deixando de ser uma empresa familiar e que cada vez mais está se profissionalizando”, diz referindo-se à contratação de Rodrigo Caniver Pinto (ex-YG-1 e ex-TaeguTec) para o cargo de diretor de Vendas, em substituição a Rita Paulino, que comandou o Departamento de Vendas desde a aquisição da empresa.
Com esse conjunto de mudanças, a Indaço espera crescer de 5 a 10% em 2018. “Estamos trabalhando com números realísticos. O mercado de ferramentas especiais demanda um tempo de maturação, mas nossa expectativa para o médio prazo é boa”, informa Paulino. “Para 2019, esperamos voltar a operar em dois turnos, o que não ocorre desde 2014”.