
(04/06/2018) – Fabricante de CNCs e sistemas de acionamento e de medição para máquinas-ferramenta, a Fagor Automation do Brasil está registrando em 2018 desempenho superior ao obtido no ano passado. “2018 começou muito melhor que 2017, com crescimento de cerca de 25%%rdquo;, conta Daniel Dias de Carvalho, diretor da filial brasileira.
O executivo ressalta, porém, que, embora percentualmente significativo, dada a redução dos últimos três anos, ainda é pouco representativo. “Estamos esperançosos. A tendência é de melhora da economia, mas creio que só no segundo semestre teremos os reais parâmetros desta retomada, que nos permitirão ter uma noção mais clara do panorama do mercado brasileiro”, avalia.
Além de um aumento na demanda por parte dos integradores e prestadores de serviços de retrofitting, a Fagor também tem registrado um aumento nos negócios com fabricantes de máquinas. Além disso, na opinião do diretor, o programa governamental Rota 2030 – que prevê regras e incentivos à cadeia automotiva brasileira, que está para ser lançado em substituição ao Inovar Auto – pode contribuir bastante para elevar as expectativas. “Afinal, se o setor automotivo vai bem, o setor de bens de capital também vai bem. Sempre foi assim”.
RETROFITTING – De sua parte, a filial tem buscado reforçar sua presença no mercado de retrofitting, responsável pela principal fatia do faturamento da Fagor no Brasil. “Estamos inclusive realizando ações para reativar integradores, criando facilidades para nossos integradores voltarem ao mercado”, conta Carvalho.
Na Feimec, realizada em abril em São Paulo, a empresa apresentou toda a sua linha de produtos, com destaque para o CNC 8070, equipado com software específico para puncionadeiras – que, aliás, pode ser aplicado também em serviços de retrofitting.
Destaque também para a linha de transdutores (encoders). “A Fagor é hoje um dos maiores fabricantes mundiais de encoders, fornecendo réguas para fabricantes de máquinas de todo o mundo. Na Espanha, os negócios na linha de encoders já representam 40% do faturamento, enquanto no Brasil respondem ainda por apenas 20%, sinal de que temos muito espaço para crescer por aqui nessa linha”.