
(30/04/2018) – A Unicamp – Universidade Estadual de Campinas fechou o ano de 2017 com 100 contratos vigentes de licenciamento de tecnologia para empresas. Os acordos firmados dizem respeito à autorização de uso e exploração comercial dessas tecnologias, nascidas no meio acadêmico, mediante o pagamento de royalties, que, no ano passado, significaram a entrada de R$ 1,34 milhão nos cofres da universidade.
Os números constam no Relatório de Atividades da Agência de Inovação, divulgado na semana passada. Ao todo, 153 patentes encontram-se hoje licenciadas para empresas. A quantidade é maior do que o índice de contratos firmados, uma vez que um mesmo contrato pode contemplar mais de uma tecnologia. Atualmente, a Unicamp possui 1.121 patentes vigentes e 223 softwares no portfólio.
“A Unicamp tem um compromisso muito claro que é o de devolver à sociedade o investimento nela feito. Ao passo que as pesquisas acadêmicas geram tecnologias de ponta, que despertam o interesse de empresas para testá-las em escala industrial e transformá-las em produto, temos a certeza de que o nosso compromisso se concretiza, expandindo o impacto da universidade para além do ensino”, afirma o reitor da instituição, Marcelo Knobel.
Além dos licenciamentos, a universidade também trabalha em cooperação com a indústria em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Em 2017, a Unicamp fechou 49 convênios dessa natureza com empresas. Os investimentos em pesquisa totalizam R$ 64 milhões. A unidade que mais fechou esse tipo de parceria no ano passado foi o Centro de Estudo de Petróleo (Cepetro), com 15 convênios.
“A Agência de Inovação é o interlocutor desses dois mundos, acadêmico e empresarial. E o que vemos, com o passar do tempo, é que essa relação tem se fortalecido. Há um aumento, de ambas as partes, na procura pela Inova Unicamp para firmar essas parcerias”, avalia o diretor-executivo da Inova Unicamp, professor Newton Frateschi.
“Por parte das empresas, observa-se uma maior consciência de que a presença da pesquisa de excelência na universidade gera um ambiente riquíssimo tanto para a formação dos recursos humanos que vão inovar nas empresas como também para constituir um berço ativo de criação de novas tecnologias para a inovação aberta”, acrescenta.