(25/03/2018) – Apesar de considerar positiva a redução da taxa Selic para 6,5% (em seu menor valor histórico), a Abimaq acredita que existem outras questões que devem ser enfrentadas pela equipe econômica do governo.
"A continuidade da redução da Selic tem de ser acompanhada por medidas que se traduzam em melhores condições de financiamento aos investimentos produtivos”, afirmou João Marchesan, presidente de entidade. “Somente um ambiente que incentive os investimentos será capaz de acelerar a recuperação e, no longo prazo, de sustentar o crescimento econômico".
Em nota oficial, a Abimaq ressalta que a inflação continua em queda e abaixo da meta – 2,84% em fevereiro no acumulado em 12 meses, enquanto o desemprego se mantém elevado, com mais de 12 milhões de pessoas desocupadas. Além disso, a produção industrial voltou a cair e o IBC-Br – a prévia do PIB medido pelo Banco Central – também foi negativo em janeiro.
“Por essas razões, o Copom entende que a redução da taxa básica de juros contribui para a recuperação da economia brasileira. A Abimaq concorda com a manutenção do ciclo de redução da Selic, porém acredita que apenas uma taxa básica de juros menor não é capaz de superar as dificuldades que o país enfrenta: é preciso de uma estratégia que priorize o retorno dos investimentos produtivos. No entanto, mesmo com a redução da SELIC nos meses anteriores, a taxa de juros para as pessoas jurídicas e o spread bancário, ambos com recursos livres, aumentaram em janeiro. A taxa de juros subiu de 21,6% para 22,3% ao ano, enquanto o spread passou de 13,7% para 14,7%.”