
(21/01/2018) – Os fabricantes de caminhões estão otimistas com a recuperação do segmento em 2018. Em 2017, após um início de ano abaixo da expectativa, a indústria conseguiu reverter a situação e crescer: fechou o ano com alta de 37% na produção e de 2,7% nas vendas internas (destaque para as exportações, que cresceram 31,2%). Para este ano, as previsões são positivas e o setor aposta na manutenção do ritmo de crescimento.
A Anfavea já divulgou suas previsões para este ano. Segundo a entidade, a produção de veículos pesados (o que inclui ônibus) deve crescer 16,2% em 2018, enquanto as vendas no mercado interno devem crescer 24,7% (também incluindo ônibus). A Fenabrave, entidade que reúne os revendedores de veículos, divulgou previsão mais tímida para o volume de vendas: alta de 9,5%.
As montadoras também têm divulgado previsões positivas. A Ford, por exemplo, anunciou no final do ano passado que estava revisando seu planejamento de produção na fábrica do ABC paulista e que iria aumentar a produção de caminhões em 45% em 2018 “para atender a projeção de crescimento do mercado”.
Também em dezembro passado, a Mercedes-Benz divulgou que trabalhava com a perspectiva de crescimento de cerca de 20% nas vendas de caminhões em 2018. ”Além do transporte graneleiro, canavieiro e demais atividades do agronegócio, outros setores começam a dar sinais de retomada, como a mineração, transporte de gases e líquidos, combustíveis e produtos frigorificados”, explicou Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas da montadora. “O nível de consulta por parte dos clientes vem aumentando de forma consistente”.
Segundo notícia divulgada pela agência Reuters, a MAN Latin America também revisou suas projeções. Roberto Cortes, presidente da montadora, avalia que o crescimento em 2018 deve ficar na faixa dos 10% a 20% – até recentemente a previsão era a de alta entre 8% e 10%.
A Meritor – que fornece eixos e sistemas para o drivetrain de ônibus e caminhões – fechou o ano de 2017 com alta de 30% na produção, comparado ao ano anterior. Para este ano, a empresa espera aumento de 20%.
A necessidade de renovação da frota e a melhoria da economia serão os principais fatores a impulsionar as vendas em 2018, na avaliação dos executivos das montadoras. Esperar por um crescimento de 30% não é nenhum exagero. Até porque, caso isso ocorra, o total atingiria 67 mil unidades, bem abaixo das 98,6 mil unidades vendidas 10 anos atrás, em 2007. Vale lembrar que o pico de vendas do setor ocorreu em 2011, quando foram comercializados 172,9 mil caminhões. A média dos últimos 10 anos é de 121,4 mil caminhões.