
(05/11/2017) – Neste início de novembro foi lançada globalmente a Genos 460 5AX, máquina de 5 eixos da Okuma considerada economicamente acessível aos clientes de menor porte. O novo centro de usinagem vertical faz parte da estratégia da fabricante japonesa de máquinas de alta tecnologia de desenvolvimento de produtos de menor custo, a exemplo dos tornos Genos L2000 e L3000, lançados no final do ano passado.
“Estamos apostando neste lançamento, que faz parte de nossa linha entrada, que é bastante atrativo ao mercado brasileiro. Trata-se de uma máquina que, em termos de produtividade, quase se iguala aos modelos da linha Premium”, afirma Mohseen Hatia, diretor-geral da Okuma Latino Americana. “Vemos muitas possibilidades de negócios com essa máquina, principalmente com as ferramentarias nacionais”.
Trata-se de uma máquina de construção sólida, de dupla coluna, com fuso high speed e recursos “inteligentes”, como o Conceito Thermo-Friendly (que compensa a temperatura ambiente e o calor gerado durante a usinagem, permitindo maior precisão) e o Sistema Auto-Tuning de 5 eixos (que faz ajustes automáticos na máquina, a partir da medição geométrica das peças produzidas).
Negócios em alta – Hatia avalia que o ano de 2017 se mostrou bem melhor que 2016. Embora ainda distante em termos de volumes de negócios que os melhores anos para o segmento de máquinas-ferramenta, como 2010, “pode-se dizer que saímos do fundo do poço”. O executivo avalia que este ano a Okuma Latino Americana deve fechar em alta de 15 a 20% – incluindo os negócios realizados com os países da América do Sul, com destaque para Argentina e Chile.
Para o próximo ano, as perspectivas são ainda melhores, com alta acima de 20%. Para Hatia, existem vários fatores estão apontando nesse sentido. Entre eles, os anúncios recentes de investimentos por empresas do setor automotivo (leves e pesados), o que deve levar a investimentos também entre os fabricantes de autopeças; o aumento das exportações; a recuperação dos preços das commodities, o que irá trazer divisas e melhorar o cenário e a confiança para realização de investimento. Além das melhorias nos aspectos macroeconômicos como inflação baixa, menores taxas de juros “e o dólar com comportamento mais civilizado”.
A esses fatores, Hatia acrescenta ainda outro dado: a indústria em geral deixou de investir nos últimos anos e precisa renovar o maquinário para ganhar produtividade e manter-se competitiva. “Para tanto, acredito que a indústria vai investir não só em máquinas mais modernas, mas também em soluções automatizadas”, conclui.