
(24/09/2017) – Há cerca de três anos, a Okuma Latino Americana detectou uma tendência e adotou como estratégia de sua atuação no mercado brasileiro o foco nas soluções integradas. Embora a retração econômica tenha afetado a disposição das empresas de investir, a estratégia se mostrou acertada, na avaliação de Duarte Alves, diretor Comercial da Okuma.
Neste período, a empresa construiu uma importante carteira de células de produção automatizadas instaladas no País. “Duas delas fechadas neste mês de setembro”, comemora Alves. Uma das células foi adquirida por um fabricante de autopeças do Rio Grande do Sul que há dois anos já havia adquirido uma célula composta de quatro máquinas, três robôs, duas estações de medição e lavadora de peças, para a produção de cubos de rodas de caminhões. A nova célula (com três máquinas e a ampliação para quatro já prevista em projeto) irá produzir o mesmo tipo de peça, mas para outro fabricante de caminhões.
O gerente informa que a outra célula comercializada em setembro vai equipar um fabricante de autopeças para o setor de máquinas agrícolas, também no Rio Grande do Sul. “A grande vantagem das soluções integradas é que, com menos máquinas e pessoas, e ocupando menos espaço na fábrica, a peça entra bruta e sai pronta do outro lado, com a qualidade esperada e sem problemas de produtividade, que é constante”, diz. “E funciona como um relógio, produzindo na quantidade prevista e com a qualidade exigida”.
O fechamento destes negócios colocou a filial brasileira acima da meta projetada para 2017 e a expectativa é fechar o exercício pelo menos 20% acima do ano passado. “O mercado ainda pode ser considerado difícil, muito disputado. Existem proejtos, mas as decisões – seja aqui ou nas matrizes dos clientes – ainda são muito demoradas. Porém, os projetos que fechamos ou estamos em via de fechar irão nos dar um bom resultado em 2017”.
O executivo informa que os novos negócios vêm reforçar a estratégia da Okuma para o mercado brasileiro e sul-americano. “São dois projetos importantes e que sinalizam para onde o mercado está indo: quem está comprando máquinas hoje é porque precisa ser mais competitivo e, para tanto, precisa trabalhar com células de produção, com soluções integradas”, conclui.