São Paulo, 06 de julho de 2026

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26/08/2017

Danfoss investe R$ 10 milhões em nacionalização


(27/08/2017) – A Danfoss Power Solutions investirá R$ 10 milhões até o final de 2018 em nacionalização de produtos. A linha de bombas e motores de pistões axiais deixará de ser importada dos Estados Unidos e da Alemanha, resultando em benefícios como a elevação dos índices de nacionalização dos equipamentos da linha mobil e máquinas agrícolas, principais segmentos de atuação da empresa de origem dinamarquesa.

Dirnei Antonio Datti, gerente-geral para a América Latina, informa que esses produtos fazem parte de uma nova série, chamada H1, oferecida em dimensões que variam de 60 cm³ a 250 cm³. Inicialmente, a atuação será na faixa intermediária, onde se concentram os principais clientes e volumes de vendas. A médio prazo, porém, a tendência é gradualmente incluir todos os tamanhos.

Além da estruturação da unidade para receber a nova linha de montagem – que exigiu investimento de R$ 2 milhões e está sendo fabricada em Santa Catarina – a empresa trabalha no desenvolvimento de fornecedores, especialmente de peças fundidas e forjadas, e para usinagem. “Esperamos iniciar a produção desta nova linha em abril do ano que vem”, informa o gerente.

A linha de bombas e motores de pistões axiais H1 é voltada para máquinas agrícolas, como colheitadeiras, tratores e pulverizadores, e equipamentos para a construção de estradas, incluindo máquinas pesadas e caminhões betoneiras, entre outros.

A unidade da Danfoss em Caxias do Sul foi instalada em 2001, quando o grupo dinamarquês adquiriu uma empresa local que produzia comandos direcionais, item que continua em linha. Em 2008, a empresa investiu na mudança de sede, saindo de uma área de 3 mil m² para a atual de 10 mil m².

A linha de bombas e motores de pistões axiais não será a primeira a ser nacionalizada pela empresa. Entre 2013 e 2015 foram aplicados R$ 5 milhões para o início da produção local de uma linha de válvulas. A introdução de novas linhas e a mudança de sede também demandaram alterações nos conceitos de produção. A empresa, que era bem verticalizada, terceirizou a maioria das operações consideradas simples, fixando foco interno nos itens estratégicos. A planta gaúcha já exporta para Argentina, Paraguai, Chile, Costa Rica e Peru, entre outros países.

Fonte: Jornal do Comércio (RS) e Rádio Gaúcha

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