São Paulo, 24 de junho de 2026

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12/08/2017

PrimeTurning impulsiona vendas da Sandvik no Brasil


(13/08/2017) – No início deste ano, a matriz da Sandvik Coromant, na Suécia, preparou várias ações visando ao lançamento mundial do PrimeTurning, conceito que – segundo a empresa – iria revolucionar o torneamento. Entre outras ações, foi criado um hotsite em várias línguas para apresentar o novo conceito simultaneamente aos mais variados mercados. Cerca de quatro meses após o lançamento, o PrimeTurning tem justificado os investimentos, desde o desenvolvimento às ações de marketing.

No mercado brasileiro, o PrimeTurning já é apontado como um dos responsáveis pelo aumento das vendas da filial no primeiro semestre. “O conceito Prime é a sensação do momento”, comenta Cláudio Camacho, presidente da Sandvik Coromant para a América do Sul.

“Trazendo a possibilidade de tornear no sentido contrário ao que estávamos acostumados {permitindo a usinagem da placa para a ponta, assim como no sentido contrário}, tem surpreendido os clientes e a nossa equipe técnica. O novo conceito permite o aumento dos parâmetros de corte, principalmente o avanço, e em algumas aplicações tem apresentado 50/60% de aumento de vida útil da ferramenta e uma significativa redução do tempo de ciclo”.

“Temos tido uma repercussão muito favorável em relação ao PrimeTurning”, explica Camacho, que na semana passada esteve visitando dois grandes clientes no Sul do País que já estão utilizando o novo conceito. O executivo adianta que a linha será expandida em breve. “Na EMO Hannover, em setembro, serão apresentadas novidades do PrimeTurning, que em seguida serão lançadas no Brasil, no nosso CoroPak”.

Mercado – O executivo destaca, porém, que a recuperação – ainda que pequena – do setor automotivo foi importante para o crescimento das vendas da filial brasileira no primeiro semestre. “A reação da indústria automobilística nos ajudou. Infelizmente, a linha de pesados (caminhões e ônibus) ainda não cresceu na mesma proporção. E o setor de óleo e gás, ainda que não tenham sido realizados grandes investimentos, também contribuiu”, diz, acrescentando que a empresa teve um primeiro semestre melhor que o previsto.

Em sua avaliação, neste segundo semestre, os negócios ainda devem manter ritmo semelhante ao do primeiro. Para que ocorra uma melhora mais significativa do mercado ainda existem obstáculos, como a falta de linhas de crédito, de financiamentos. “A tendência é seguir no nível atual, com um leve crescimento. Esperamos um início de retomada em 2018”, conclui.

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