São Paulo, 06 de julho de 2026

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03/06/2017

Máquinas e equipamentos: faturamento volta a cair


(04/06/2017) – Na quarta-feira passada, quando já existiam rumores sobre o aumento do PIB (que seria anunciado pelo IBGE no dia seguinte), a Abimaq apresentou os dados do balanço de abril do setor de máquinas e equipamentos. Após a apresentação dos números, o presidente da entidade, João Carlos Marchesan, informou que a indústria de bens de capital ainda não registrava nenhuma sinalização de recuperação. “Ao contrário, o consumo aparente caiu, inclusive a importação – mesmo com o valor do dólar depreciado – também caiu”.

De acordo com os dados da Abimaq, o faturamento do setor de máquinas e equipamentos registrou queda de 20,6% em relação ao mês anterior. Na comparação com abril de 2016, a retração foi de 10,5% (a 25ª consecutiva nesse tipo de comparação).

No primeiro quadrimestre de 2017, as vendas acumularam queda de 10% frente ao mesmo período do ano passado. De acordo com a Abimaq, a média mensal de vendas de 2017 (de R$ 5 bilhões) “é o pior resultado da série histórica iniciada em 1999”.

No mercado interno, após o crescimento de 11% apurado no mês passado, abril registrou queda de 8,6%. Com isso, no quadrimestre, as vendas para o mercado interno agora apresentam queda 1,6% em relação ao mesmo período de 2016.

Em abril, o consumo aparente caiu 23,2% em relação ao mês anterior (-21,9% no acumulado do ano), enquanto as exportações caíram 33,6% (em parte influenciada por exportações pontuais para a China ocorridas no mês anterior) e as importações caíram 33,4% (após ter registrado alta de 38,6% em março de 2017).

Outro dado negativo diz respeito ao número de empregados no setor. Em abril, o setor empregava 292, 2 mil pessoas – redução de 15,9 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses e 88 mil a menos que em 2013, quando teve início a queda de faturamento do setor de máquinas e equipamentos.

PIB E SELIC – No final da semana, a Abimaq divulgou a nota que segue para comentar a redução da Selic e o aumento do PIB:

“A Abimaq reforça que para atingir o objetivo de uma necessária, desejável e rápida recuperação, a queda da taxa de juros de 1 ponto percentual não é suficiente. A expectativa de uma taxa de inflação controlada associada ao elevado patamar de juros real do país fornece as condições para um corte superior ao adotado pelo Copom. E essas oportunidades devem ser aproveitadas para o país sair definitivamente da crise econômica.

A Abimaq avalia que é urgente a adoção de uma agenda de curto prazo que contemple o aumento do crédito produtivo e uma taxa de câmbio competitiva. O retorno dos investimentos é o elemento fundamental para aumentar a demanda, reduzir o elevado custo social gerado pelo desemprego e recolocar o país nos trilhos do desenvolvimento.

FALSO POSITIVO – Para a Abimaq, o resultado positivo do PIB foi motivado pelo desempenho do Agronegócio e pelo setor externo da economia. No entanto, esses resultados se devem a uma elevação extraordinária da safra de alguns produtos agrícolas, que não deve se repetir nos próximos trimestres.

A entidade ressalta que devem ser implementadas pelo governo medidas de incentivo ao crescimento no curto prazo. Só assim o país poderá deixar para trás definitivamente a recessão, fazendo com que o crescimento registrado no 1º trimestre não seja, de fato, um ‘falso positivo’.”

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