
(14/05/2017) – A Schunk Intec-Br, filial brasileira da alemã Schunk GmbH, tem expectativa de crescer 50% no mercado brasileiro em 2017. Vale destacar que essa expansão deve ocorrer sobre um ano de resultados bem expressivos para empresa: em 2016 o faturamento registrou alta de 80%.
Em grande parte, o bom desempenho no ano passado e o previsto para este ano se deve ao início das vendas locais dos sistemas de garras, voltados à automação industrial. Marca consolidada no mercado mundial e brasileiro em sistemas de fixação (com quase 10 mil componentes padronizados), a Schunk tem ampliado a oferta de garras no Brasil. O programa completo de sistemas de garras é composto por mais de 4 mil componentes e sua carteira de clientes inclui referências da engenharia mecânica, em robótica, automação, manuseio e embalagem, além de todas as grandes marcas automobilísticas e seus fornecedores.
Em apresentação à imprensa, durante a Expomafe, o diretor da filial brasileira Mairon Anthero disse que a empresa já estabeleceu base firme no Brasil, tendo se tornado uma das principais referências de mercado. “Em seis anos de atuação aqui no País, criamos uma carteira com mais de 280 clientes. Temos estoque e assistência técnica local e cobertura nacional, o que nos possibilita atender todos nossos clientes com muita eficiência”, destacou.
Para ele, o potencial de crescimento da marca no Brasil é muito grande. “O Brasil ainda nem chegou à terceira revolução industrial. Ainda há muitos processos que são realizados de maneira ultrapassada e, após altos e baixos e uma grande recessão, a hora de reagir e crescer é agora”, afirmou.
Para ganhar produtividade e enfrentar seus concorrentes mundiais, as indústrias nacionais terão de olhar para a Indústria 4.0, ou Manufatura Avançada, e investir em automação, segundo Thales Cortez, coordenador de vendas da Schunk. “Precisamos olhar o futuro da automação com outros olhos. Tivemos diversas revoluções em nossas vidas, com a inserção de várias ferramentas que automatizaram nosso dia a dia, mas não sentimos uma mudança brusca. O robô, ao contrário, chama muito a atenção. Mas deveríamos ver isso com outros olhos. É preciso que as pessoas não tenham medo do robô.”, esclarece.
Pensando em números, Cortez deixou bem claro o posicionamento da inserção da automação nas empresas, comparando com a atual realidade. “Se pensarmos bem neste processo, o custo por hora das empresas cai pela metade e a produtividade dobra. Não há mais como não pensar em fazer um investimento em automatização”, afirma.
Anthero lembrou que em 2017 devem ser comercializados cerca de 320 mil robôs em todo o mundo, 1/3 destes devem ser instalado na China. “Além disso, temos o exemplo da Coréia do Sul, que possui 400 robôs para cada 10 mil trabalhadores [no Brasil, são 11 robôs para cada 10 mil trabalhadores]. Quem não entrar neste processo agora, fatalmente, ficará para trás, estagnado”.