São Paulo, 07 de julho de 2026

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28/01/2017

Indústria de máquinas agrícolas prevê crescer 15%

(29/01/2017) – Os fabricantes de máquinas e implementos agrícolas preveem crescimento de 15% em 2017. Essa estimativa foi um dos pontos da pauta da reunião dos CSMIA – Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, no final do ano passado, e divulgada durante coletiva de imprensa realizada pela entidade na semana passada por João Carlos Marchesan, ex-presidente da CSMIA e atual presidente da Abimaq.

De acordo com Marchesan, a expectativa do setor está baseada nos quatro “C”: clima, commodities, câmbio e crédito. “Hoje temos clima, preço das commodities favoráveis, câmbio favorável (embora não seja favorável para a indústria em geral, no caso do agronegócio existe equilíbrio) e crédito, com o Moderfrota”, diz, acrescentando que a entidade já vem trabalhando junto ao governo na elaboração do Plano Safra 2017-2018.

Existem ainda outros fatores para sustentar a tese do crescimento. Um deles é o fato de o PIB do agronegócio ter crescido 3,5% no ano passado e que para este ano as previsões apontam para 4,5%. A isso se soma o fato de que a fronteira agrícola cresce todo ano, em média, 2,5% e que para 2017 está se prevendo um amento da safra para 210-215 milhões de toneladas.

Além disso, o parque de máquinas agrícolas nacional está defasado, com média de idade em torno de 15 anos, e os agricultores precisam renová-lo. “De 2012 a 2014 houve um princípio de renovação, mais foi insuficiente. Em 2015 e 2016, com a crise econômica, os agricultores investiram abaixo do necessário, então acreditamos que esse processo de renovação será retomado”.

Marchesan frisa que houve grandes avanços tecnológicos nos últimos anos, em especial no que se convencionou chamar de agricultura de precisão. Um exemplo são os tratores, plantadeiras e colheitadeiras equipados com GPS e com capacidade de se intercomunicar. “Assim, os agricultores precisam se atualizar, sob o risco de perda de produtividade, assim como da eficiência”.

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