São Paulo, 07 de julho de 2026

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17/12/2016

Cruzaço otimiza a operação e ganha market share


(18/12/2016) – Fabricante de peças fundidas e usinadas de 50 kg a 20 t, a Cruzaço está completando três anos de bons resultados, uma das raras exceções num mercado onde a maioria das empresas sofre as consequências da crise.

“Otimizamos nossa planta e ganhamos market share”, resume Gustavo Apolinário, gerente de Vendas da Cruzaço, acrescentando que a empresa – sediada em Jarinu (SP) – está completando 30 anos de atividades e conta com 700 funcionários.

O gerente explica que a empresa passou por um processo de reengenharia fabril. “Conseguimos reduzir em cerca de 6% os custos de produção das peças, um valor bem significativo para um mercado tão competitivo quanto o nosso”. O processo envolveu investimento o investimento em novas máquinas, como uma mandrilhadora de 6 eixos e um centro de usinagem para atender as solicitações de peças fundidas e usinadas.

A Cruzaço fornece peças para indústrias dos setores ferroviário, linha amarela, energia, sucroalcooleiro, mineração e indústria em geral. O carro-chefe está nas peças entre 400 kg e 3 t. “Com a redução de custos conquistamos importantes clientes, além de aumentar nosso fornecimento em alguns clientes já atendidos”, diz Apolinário. A Cruzaço tem em sua carteira de clientes empresas do porte da GE, Caterpillar, Metso, MRS, Rumo e Vale.

A reengenharia também atendeu outro objetivo, o de aumentar a competitividade para conquistar clientes no Exterior. E a ação foi bem bem-sucedida. Hoje, a Cruzaço mantém clientes no Chile, EUA e África do Sul e as exportações respondem por mais de 10% do faturamento. “Mas já chegou a representar um valor bem maior”, diz Apolinário, explicando que medidas protecionistas adotadas pela África do Sul reduziram bruscamente as exportações para aquele país.

Com relação a 2017, o gerente avalia que será um ano difícil, mas de estabilidade, principalmente porque a empresa trabalha com contratos de longo prazo. Por outro lado, lembra que existe a possibilidade de melhora no segmento ferroviário, caso o governo antecipe as concessões das ferrovias. “Essa medida promoveria a retomada dos investimentos em equipamentos e material rodante”.

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