
(18/12/2016) – Os meses de novembro e dezembro têm sido bastante agitados na sede da Mazak Sulamericana, em Vinhedo (SP), contrastando com o baixo movimento da maioria dos meses de 2016. A empresa conseguiu fechar algumas vendas importantes neste bimestre e que animaram a direção local quanto às perspectivas para 2017. Agora, já se trabalha com estimativa de crescimento de 20% no próximo ano.
“Novembro e dezembro foram uma boa surpresa para nós”, conta Francisco Nakasone, gerente de Vendas. Em sua avaliação, as sinalizações do governo e o início da tramitação das medidas econômicas no congresso estão contribuindo para destravar os investimentos. “Nossa engenharia se manteve cheia de consultas e projetos durante todo o ano, negócios que agora começam a se efetivar”, diz.
De acordo com o gerente, os negócios fechados nos últimos dois meses são parte de projetos maiores, o que pode ser uma sinalização de que os clientes estão desengavetando os planos de investimentos e que as vendas tendem a crescer. “Se tomarmos por base este final de ano, 2017 vai ser bem melhor que 2016”.
Foco na automação – Para Nakasone, a indústria brasileira é carente de máquinas de alta produtividade, de automação e as empresas têm consciência desse fato e de que precisam ser mais competitivas interna e externamente.
Nesse sentido, o gerente informa que a empresa dará prosseguimento a sua estratégia de foco nas soluções automatizadas em 2017. Este ano, em agosto, a Mazak promoveu em seu centro tecnológico, em Vinhedo (SP), o evento Automação 2016 em que apresentou várias possibilidades de automação, desde as soluções mais simples com um torno CNC equipado com alimentador de barras e aparador peças até um FMS, sistema flexível de manufatura equipado com robô linear, estação de carga e armazenamento de pallets em dois níveis, o Palletech, capaz de operar em três turnos, dois deles sem operador.
Nakasone diz que o evento foi um sucesso, atraindo mais de 250 visitantes. O destaque, claro, ficou para o FMS Palletech. “A grande maioria das empresas que tem nos visitado e às quais apresentamos o FMS nos dizem que é disto que estão precisando”, diz Nakasone, explicando que no mundo a Mazak já vendeu cerca de 3 mil Palletech. No Brasil, só existem 10 sistemas semelhantes. “É muito pouco. Como a indústria nacional pode ser competitiva se seus concorrentes internacionais estão usando sistemas como esse?”, questiona.
“Acho que a automação é o caminho para a melhoria da produtividade da indústria brasileira”, diz o gerente. “Estamos tendo excelente aceitação dessas soluções automatizadas, com vendas já efetivadas, inclusive do FMS. Vendemos um sistema para uma empresa do Rio Grande do Sul e estamos confiantes de que vamos conquistar novos pedidos desse sistema no próximo ano”, realçando que a Mazak está preparando mais um evento sobre automação para o primeiro trimestre de 2017, com foco na Indústria 4.0, com demonstrações práticas ao vivo.