São Paulo, 25 de junho de 2026

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10/12/2016

Okuma está preparada para a retomada do mercado


(11/12/2016) – Fabricante de máquinas de alta tecnologia, a Okuma já está preparada para uma possível recuperação do mercado brasileiro em 2017. Para Mohseen Hatia, diretor-geral da Okuma Latino Americana, não se trata de excesso de otimismo, mas sim de objetividade: existe grande demanda reprimida no Brasil e o parque industrial brasileiro está envelhecido.

Assim, é preciso ter disponibilidade de máquinas em estoque. Para tanto, a Okuma conta com cerca de 900 máquinas em estoque nos Estados Unidos – constantemente renovado -, com prazo de entrega relativamente curto e que atendem aos requisitos da NR-12.

Além disso, o executivo lembra que a área de engenharia de aplicação e vendas da Okuma nunca trabalhou tanto quanto em 2016, atendendo solicitações, consultas e revisões de projetos (que estavam engavetados), mas que até aqui ainda não se transformaram em vendas. “Se uma parcela desses projetos se concretizar em vendas, 2017 pode vir a ser um ano virtuoso”, avalia.

Hatia considera que existem ainda outros fatores que devem contribuir para 2017 ser melhor que 2016. “As reformas econômicas devem surtir efeito na economia, ainda que não de forma imediata. Além disso, espera-se uma valorização do dólar, o que irá beneficiar as exportações brasileiras e principalmente a substituição de produtos importados”, diz. “Um câmbio mais ajustado deve alavancar o setor de bens de capital”.

O diretor também está bastante confiante com a nova linha de máquinas de entrada da Okuma, composta de modelos mais econômicas, em especial tornos equipados com motospindle e contraponto NC. “Essas máquinas acabaram de ser lançadas nos EUA, no Okuma Technology Day, e se encaixam bem nas necessidades da indústria brasileira”.

2016 – Levando em conta que a economia brasileira está para completar o segundo ano com PIB em queda, Hatia considera que o ano não foi de todo ruim para a Okuma. “Até aqui (nosso ano fiscal termina em março) estamos dentro da meta acordada com a matriz em termos de receita, graças a maior procura por máquinas de alta tecnologia, já que os clientes estão buscando maior produtividade e diminuição dos custos de produção, assim como soluções automatizadas”, informa Hatia, acrescentando que os setores automotivo, agrícola e de ferramentaria concentraram as vendas em 2016. “Em volume menor que o de 2015, mas dentro da meta estabelecida com a matriz”.

O diretor também está com boas expectativas com o aumento dos negócios nos demais países da América do Sul. “As mudanças na Argentina já se traduziram em boas encomendas e as vendas na Colômbia, ainda que num grau um pouco menor, também estão boas”.

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