São Paulo, 25 de junho de 2026

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17/09/2016

Fundação Autodesk apoia projeto social da UFU

(18/09/2016) – A Autodesk anunciou, durante a AU Brasil 2016, evento que reuniu mais de 1500 usuários de seus softwares, em São Paulo, ter selecionado o primeiro projeto no País para receber apoio tecnológico e financeiro da Fundação Autodesk. Desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Engenharia Biomédica e o Grupo de Realidade Virtual e Aumentada da UFU – Universidade Federal de Uberlândia, o projeto visa o barateamento do processo de confecção de próteses para membros superiores, a fim de atender a população de baixa renda do país.

Para que isso seja possível, o grupo está lançando mão da combinação de tecnologias como modelagem 3D (por meio do software Autodesk Fusion 360), realidade virtual e impressão 3D.

Mais que baratear o custo do equipamento, o objetivo do projeto é que a adaptação do paciente à prótese, questão crítica da ortopedia, seja mais fácil. A iniciativa é multidisciplinar, envolvendo um número de profissionais de diferentes áreas, como engenheiros, ortopedistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e agentes sociais.

A maioria das amputações é causada por acidentes e doenças (como a diabetes) e estima-se que hoje, no Brasil, existem cerca de meio milhão de pessoas que usam próteses. A falta de recursos financeiros impede que boa parte delas tenha acesso a próteses adequadas as suas necessidades. Segundo os pesquisadores da UFU, uma prótese que oferece conforto e mobilidade ao paciente pode chegar a custar R$ 300 mil. Com a metodologia que eles estão propondo o custo pode cair para 5 mil reais.

“Cada pessoa é única, então nunca haverá uma prótese que seja igual para dois indivíduos, não com o mesmo nível de compatibilidade”, afirma Alcimar Barbosa Soares, chefe do departamento de pesquisa da Faculdade Biomédica da UFU.

Por mais de 20 anos, pesquisadores da UFU têm trabalhado com o uso de Realidade Virtual (e Realidade Aumentada, mais recentemente) em reabilitação humana. No início, todas as simulações eram feitas inteiramente no computador. Em seguida, identificou-se a necessidade de suportar uma manipulação direta do paciente com o modelo virtual. Isso porque estudos mostravam que esse tipo de interação reduziria esforço mental durante o processo de reabilitação.

“Com o ambiente virtual, o treinamento em casa será possível, permitindo que o paciente se desloque para uma clínica de reabilitação com menos frequência”, afirma Edgar Lamounier, pesquisador e professor da UFU.

O primeiro aporte da Fundação será aplicado em equipamentos e materiais que serão utilizados na etapa de testes das próteses. O projeto, que está em fase inicial, deve ser concluído em 4 anos e o objetivo é que com o apoio de agências e instituições governamentais ele possa beneficiar uma boa camada da população de baixa renda.

NOVO DIRETOR – Também na AU Brasil 2016, a Autodesk empresa apresentou o novo diretor-geral da filial brasileira. Sylvio Mode, que chegou à empresa em julho e já atuou em empresas como Accenture, HP e Oracle, responderá por toda operação no país. O executivo tem como principal missão dar continuidade à mudança no modelo de negócio da empresa, que passou a vender seus produtos por meio de assinaturas.

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