São Paulo, 08 de julho de 2026

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10/09/2016

Ferramentas: humor melhorou; os negócios ainda não

(11/09/2016) – Num evento recente a reportagem do site Usinagem-Brasil manteve conversas informais com alguns representantes dos principais players que atuam no mercado brasileiro de ferramentas de corte. Procuramos saber se as mudanças no cenário político já haviam refletido positivamente no volume de negócios. Ouvimos várias avaliações, mas o único consenso era o de que (pelo menos) o mercado parou de cair. Para resumir as opiniões, talvez fosse possível dizer que o humor do mercado melhorou, mas o volume de negócios ainda não.

Ou seja, os clientes se mostram mais motivados, abertos para conversas sobre projetos antigos, para testes, mas esses contatos ainda não estão sendo traduzidos em negócios.

Houve quem informasse ter percebido aumento, ainda que pequeno, nas vendas. Outros apontaram melhoras em alguns segmentos de mercado ou em empresas exportadoras. Porém, nada que possa ser apontado como um sinal de recuperação. “Continuamos em compasso de espera e acredito que vamos terminar o ano neste ritmo”, disse um deles.

Outro lembrou que, apesar de ter notado um leve aquecimento nos negócios com empresas fabricantes de máquinas agrícolas, o mercado de ferramentas é muito dependente do setor automotivo, que ainda não deu mostras de reação. “O setor automotivo responde por mais de 50% dos negócios na área de ferramentas e algumas montadoras estão dando férias coletivas. Enquanto esse setor não reagir, não há como falarmos em retomada das vendas”, observou.

Sobre 2017, no entanto, as empresas do setor de ferramentas demonstram maior otimismo. Ainda que gradativamente, sinais de recuperação são esperados logo no início do ano.

Mas há também quem veja alguns obstáculos à frente. “Quando vier a reação do setor automotivo é possível que a cadeia não esteja preparada para atender a demanda”, disse um deles. Segundo ele, o “enxugamento” no número de funcionários foi muito grande e a reposição não será imediata. Além disso, muitos fornecedores consumiram todos os estoques e estão sem capital para fazer a reposição de matérias-primas.

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