São Paulo, 08 de julho de 2026

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09/07/2016

Importadores de máquinas preveem pior ano da história do setor

(10/07/2016) – Ainda não há sinais de recuperação para os importadores de máquinas e equipamentos industriais. As persistentes incertezas econômicas levaram as empresas ao nível mais baixo de investimento desde 2009. Como resultado, o setor registrou no primeiro quadrimestre de 2016 queda de mais de 33% no volume de importações, na comparação com o mesmo período de 2015.

Esta é a pior queda para um quadrimestre desde que os números passaram a ser registrados pelo Banco Central, de acordo com a Abimei (Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais). A contínua retração nos investimentos levou a entidade a rever suas projeções para 2016. A entidade estima que a importação de bens de capital no Brasil será 37,6% menor do que no ano passado. Caso esse cenário se confirme, este será o pior ano, em termos de investimentos em máquinas importadas, da história brasileira desde a abertura do mercado.

“Isso tem gravíssimas consequências para a produtividade da indústria brasileira”, declara Paulo Castelo Branco, presidente da Abimei. “Sem os equipamentos importados, os fabricantes nacionais como um todo perdem competitividade, o que só faz atrasar ainda mais a recuperação econômica do país”, diz.

Em 2015, a queda nas importações de bens de capital foi de 25%, segundo a Abimei. No início deste ano, a estimativa da entidade era de uma retração semelhante. Essas previsões foram, agora, reavaliadas. “Não enxergamos grandes mudanças no futuro próximo”, avalia Castelo Branco.

O último estudo setorial produzido pela Abimei mostra que, em abril de 2016, as empresas importadoras investiram US$ 2,25 bilhões em máquinas do exterior. O valor indica uma retração de 8,6% em relação a março. Nos primeiros quatro meses de 2016, o valor de importações de máquinas não superou, pela primeira vez em sete anos, a cifra de US$ 10 bilhões.

Além da queda de 33% em relação ao primeiro quadrimestre de 2015, o valor também ficou cerca de 13% abaixo do que foi registrado nos últimos quatro meses do ano passado.

“As empresas estão com grande capacidade ociosa e, por isso, estão ocupando essa capacidade antes de precisar investir novamente”, explica o executivo. A entidade também estima que o faturamento do setor importador de máquinas sofrerá retração ainda maior do que a de 2015, quando registrou encolhimento de 25%.

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