(08/05/2016) – O atual e o futuro presidente mundial da Fagor Automation, Pedro Ruiz de Aguirre e José Pérez, estiveram em visita ao Brasil na semana passada. Durante reunião com os funcionários da filial brasileira, Pérez disse que o Brasil continua sendo um mercado estratégico para a empresa.
Pérez, que está na Fagor Automation há 24 anos e que desde 2008 responde pela direção industrial das quatro fábricas da empresa, assume o cargo a partir de 1º de julho. Em sua gestão, pretende dar sequência ao projeto de internacionalização da companhia, integrante do Grupo Mondragon, da Espanha, considerado um dos maiores grupos industriais do País Basco.
Perez lembra que a Fagor está presente em 12 países com filiais próprias e em outros 50 através de distribuidores. “A Fagor Automation tem na exportação uma vocação clara. Cerca de 90% do faturamento vêm das vendas externas”, diz. Hoje, 88% da produção de CNCs e 93% da produção de encoders são destinados à exportação. Japão e Turquia estão entre os países candidatos a ter filiais próprias no curto e médio prazos.
O executivo pretende também intensificar a utilização da Indústria 4.0, já presente em todas as quatro fábricas da Fagor, além de mostrar aos clientes que seus produtos já estão preparados para a nova tendência tecnológica. Este aliás será um dos destaques no estande da empresa na BIEMH, feira de máquinas e ferramentas, que será realizada em junho, em Bilbao, na Espanha.
Outro detalhe está no enfoque que será dado à flexibilização. “Pretendemos seguir o paradigma de ser mais flexíveis, mais próximos aos clientes e às filiais e seguir as novas tendências tecnológicas”, disse, lembrando que estes pontos certamente constarão do plano estratégico da empresa, que está sendo preparado para o quadriênio 2017-2020.
Aguirre – Após mais de 30 anos de Fagor, os últimos oito como presidente, Pedro Ruiz de Aguirre irá se aposentar. Ele considera que entrega a Pepe, como José Pérez é mais conhecido, uma empresa sólida, que tem conseguido crescer de 2 a 3% ao ano, mesmo com o mercado mundial de máquinas enfrentando um período de queda.
Em sua gestão, Aguirre diz ter procurado reforçar a posição da Fagor no mercado europeu, em especial na Alemanha e Itália, os principais fabricantes de máquinas da Europa, e na Ásia, com a abertura de filiais na China, Coreia do Sul e, mais recentemente, no Vietnã.
Outros pontos fortes da gestão de Aguirre à frente da Fagor são o aumento da oferta de modelos de CNCs – o portfólio praticamente dobrou no período – e a conquista de clientes que são referência no mercado de máquinas mundial, como Makino e Doosan, com a linha de sistemas de medição para máquinas-ferramenta (encoders lineares e angulares).
Um dos marcos da gestão de Aguirre está justamente na produção de encoders. Internamente, o atual presidente é considerado o principal responsável pela ideia de investir na moderna fábrica de encoders, de 10 mil m², instalada em Eskoriatza. Hoje, os produtos que saem dessa unidade são responsáveis por 40% dos negócios da Fagor Automation e estima-se que no futuro – dada a evolução na conquista de novos clientes com esta linha – venha a responder pela maior parcela do faturamento da empresa.