São Paulo, 08 de julho de 2026

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02/04/2016

Produção industrial acumula 24 meses de queda consecutiva


(03/04/2016) – A produção industrial brasileira, segundo o IBGE, recuou 2,5% em fevereiro de 2016 na comparação com janeiro. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, a produção registra queda de 9,8%, 24ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas menos elevada do que a observada em janeiro (-13,6%). O setor industrial acumula redução de 11,8% nos dois primeiros meses de 2016.

Na comparação com igual mês do ano anterior, a queda alcançou as quatro grandes categorias econômicas, 21 dos 26 ramos, 59 dos 79 grupos e 67,8% dos 805 produtos pesquisados. O instituto destaca ainda que fevereiro de 2016 (19 dias) teve um dia útil a mais do que fevereiro de 2015 (18).

Entre os setores, o principal impacto negativo foi observado em veículos automotores, reboques e carrocerias (-29,1%). Outras contribuições negativas relevantes vieram de indústrias extrativas (-12,1%), máquinas e equipamentos (-27,9%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-33,1%), metalurgia (-12,1%), produtos de borracha e de material plástico (-15,6%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-21,1%), produtos de metal (-12,7%), outros equipamentos de transporte (-24,0%), produtos de minerais não-metálicos (-9,6%). Por outro lado, ainda na comparação com fevereiro de 2015, as atividades de celulose, papel e produtos de papel (6,0%), produtos do fumo (82,8%) e produtos alimentícios (1,1%) exerceram as principais influências positivas nesse mês.

Conforme o IBGE, o setor de bens de capital, ao recuar 25,8% em fevereiro de 2016, assinalou a 24ª taxa negativa consecutiva no índice mensal, mas mostrou queda menos intensa do que a observada no mês anterior (-35,7%). Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado pelos recuos observados em todos os seus grupamentos, com claro destaque para a redução de 24,5% de bens de capital para equipamentos de transporte. As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital para fins industriais (-19,5%), de uso misto (-28,3%), para construção (-56,6%), agrícola (-33,3%) e para energia elétrica (-18,5%).

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