
(06/03/2016) – Aprofundando a crise no setor automotivo nacional, a indústria brasileira fechou o primeiro bimestre de 2016 com queda na produção (31,6%) e em vendas (31,3%), na comparação com o mesmo período de 2015.
A produção em fevereiro foi de 131,3 mil unidades, diminuição de 36,4% ante as 206,4 mil de fevereiro de 2015 e de 12,5% na comparação com janeiro de 2016. As vendas registraram queda de 21% em relação a fevereiro de 2015 e de 5,5% frente a janeiro.
Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, os dados estão em linha com a expectativa de que o primeiro trimestre apresentaria resultados muito negativos: “A conjunção de inúmeros fatores segue impactando fortemente o mercado. O período de começo de ano é tradicionalmente menor do que o restante, em razão de feriados como o Carnaval, ou no caso da produção, com concessão de férias coletivas e paradas estratégicas”, comentou observou Luiz Moan, presidente da Anfavea, lembrando que os dados estão em linha com a expectativa de que o primeiro trimestre apresentaria resultados muito negativos.
“A crise política segue comprometendo a economia ao reduzir a confiança, os investimentos e o mercado. Quando uma crise duradoura como essa acontece, seus efeitos são severos”, completou.
As exportações registraram crescimento de 26,8% no bimestre com 60,3 mil unidades este ano e 47,6 mil em 2015. Em fevereiro 36,5 mil unidades foram negociadas com outros países – alta de 53,1% frente a janeiro, com 23,8 mil unidades, e de 16,7% ante as 31,3 mil de fevereiro do ano passado.
Caminhões e ônibus – A produção de caminhou chegou a 5,3 mil unidades no segundo mês do ano, o que significa aumento de 27,3% sobre as 4,1 mil de janeiro e redução de 30,8% se comparado com fevereiro do ano passado, com 7,6 mil unidades. As fábricas produziram no bimestre 9,4 mil unidades, baixa de 40,7% contra as 15,9 mil unidades do ano passado.
A produção de ônibus em fevereiro ficou superior em 28,3%: foram 1,5 mil chassis em fevereiro e 1,2 mil em janeiro. Ao se comparar com as 2,6 mil de fevereiro do ano passado o decréscimo foi de 41,9%. Até o segundo mês do ano, 2,7 mil unidades deixaram as linhas de montagem, o que representa contração de 45,2% contra as 4,9 mil de 2015.