
(28/02/2016) – A indústria brasileira de máquinas e equipamentos – que vem de três anos de quedas consecutivas no faturamento – abriu o ano de 2016 com nova retração na receita líquida. Em janeiro de 2016, o setor registrou queda de 24,2% em relação a dezembro de 2015 e de 35% em relação a janeiro de 2015.
“Este resultado mostra não só o baixo nível de investimento do mercado doméstico que no período (jan16/jan15) recuou 55,9%, mas também a falta de dinamismo do setor no mercado externo”, informou a Abimaq, ao divulgar o balanço do setor na última quarta-feira.
Segundo a entidade, “as incertezas políticas combinadas com a política econômica recessiva, onde o custo do capital é incompatível com o retorno dos investimentos, tem inviabilizado qualquer decisão de investimento no país. Os dados do mês de janeiro ratificam este cenário de contração dos investimentos e apontam para mais um ano de crise”.
Embora o consumo aparente (produção – exportação + importação) de máquinas e equipamentos tenha apresentado ligeiro crescimento (+14,7%) em relação ao mês de dezembro de 2015, a queda na comparação com janeiro de 2015 é de 25%. Para a entidade, a desvalorização do real em cerca de 50% no período (de R$ 2,63 para R$ 4,05) evitou um resultado ainda pior. “Desconsiderando o efeito cambial o resultado apurado seria uma queda de 44,7% em janeiro de 2016 em relação a janeiro de 2015”, segundo a entidade.
As exportações também registraram baixa. Em janeiro, as vendas externas somaram US$ 509 milhões, 40,4% menos que em dezembro de 2015 e 12,1% abaixo de janeiro de 2015.
Já as importações cresceram 17,1% em relação a dezembro e chegaram a US$ 1,333 bilhão. Porém, na comparação com janeiro de 2015, o volume importado é 30,4% menor.