São Paulo, 19 de agosto de 2022

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27/02/2016

Uma bola de neve pode suportar o calor de uma fundição?


(28/02/2016) – Para comemorar o aniversário de Thomas Edison a GE, nos EUA, promoveu alguns experimentos considerados impossíveis, como fazer bolas de neve suportarem o inferno de uma fundição de aço e prender raios em uma garrafa.

Leia abaixo a entrevista com Steve Buresh, engenheiro de processamento de materiais da GE Global Research em Niskayuna, no estado de Nova York, que fez parte da equipe da bola de neve. Engenheiro de processamento de materiais, há dez anos na GE, Buresh atuou em vários projetos da companhia, de desenvolvimento de reatores nucleares a máquinas de imagens médicas etc.

GE Reports – Sua incumbência era mandar uma bola de neve ao inferno e trazê-la de volta. Como fizeram isso?

Steve Buresh – Nós reunimos cientistas de materiais, engenheiros mecânicos, físicos e até alguns químicos. A maioria do pessoal trabalha com motores a jato e turbinas a gás, mas alguns são especialistas em óleo e gás, saúde e até iluminação. Na medicina, eles estão explorando materiais para alvos de raio-X que precisam suportar muito calor. Suas ideias foram muito úteis.

GE Reports – Por onde começaram?

Buresh – Concordamos rapidamente que construiríamos um recipiente que comportasse o isolante e as bolas de neve. Nosso foco foi em uma superliga baseada em níquel normalmente usada na fabricação de revestimentos de turbinas a gás e que consegue suportar até 1.300 graus Celsius. A parede do recipiente tinha cerca de 3 milímetros, e nós a forramos com 5 centímetros de um isolante fibroso feito com um silicato de alumínio que comumente fica no exterior de coisas como motores a jato.

GE Reports – Isso foi suficiente para impedir a neve de derreter?

Buresh – Não é só isso. Recheamos o interior do recipiente com gelo seco e uma esfera de plástico impressa em 3D dividida ao meio. A esfera ficaria assentada no gelo seco e seguraria a bola de neve. Fizemos os cálculos e estimamos que tínhamos o bastante para diminuir a temperatura dos 1.100 graus Celsius do lado de fora para menos 100 graus no interior.

GE Reports – Vocês usaram plástico comum para fazer a esfera?

Buresh – Sim, plástico ABS, o mesmo que você pode usar na sua impressora MakerBot. Sua principal função foi evitar que a bola de neve fosse esmagada. O isolante, que parecia um pouco com um cobertor, também ajudou a evitar que as bolas de neve se quebrassem.

GE Reports – Qual foi a parte mais difícil?

Buresh – Nós realmente não sabíamos como o recipiente, que pesava mais de 22 quilogramas, reagiria com o metal liquefeito e se resistiria. A metalúrgica ficava em um lugar remoto, e não pudemos levar as ferramentas conosco para medir a temperatura da escória de aço na qual o mergulhamos. Projetamos uma gaiola de liga de cobalto para sustentá-lo. O recipiente também era mais leve do que a escória e tendia a flutuar. Tivemos de segurá-lo sob o aço derretido.

GE Reports – O que aconteceu quando o abriram?

Buresh – Esperar o recipiente resfriar pareceu uma eternidade. Perdemos parte do gelo seco e havia uma camada de escória e óxido no exterior do recipiente, mas a bola de neve estava intacta. Ficamos eufóricos. Quando trabalhamos com materiais em nossos laboratórios, os fazemos dar errado de um jeito controlado. É uma falha graciosa. Ali, estávamos fora de nossa zona de conforto.

GE Reports – O que você tirou no projeto?

Buresh – Eu estava envolvido em fazer e testar o recipiente e projetar o esquema de isolamento. Trabalhamos no projeto por apenas algumas semanas e foi incrível termos conseguido. É realmente o poder da GE Store, a ideia de que temos tantos especialistas de diferentes disciplinas e que podemos juntá-los para alavancar esse tipo de conhecimento e experiência. Eu vi isso acontecer.

Para ver o vídeo da experiência Clique Aqui

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