São Paulo, 19 de agosto de 2022

Apoio:

Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio

20/02/2016

IPT e CBMM obtêm pela 1ª vez didímio metálico no país

(21/02/2016) – Os primeiros 100 gramas de didímio metálico, constituído de praseodímio e neodímio, elementos das terras raras usados na fabricação de superímãs, foram produzidos no Brasil. Resultado de um convênio entre o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), a obtenção do didímio em escala laboratorial atesta a possibilidade de domínio das rotas de produção do material, que tem nos ímãs sua principal aplicação, com demanda crescente impulsionada principalmente pelo uso em turbinas eólicas.

De acordo com João Batista Ferreira Neto, pesquisador do Centro de Tecnologia em Metalurgia e Materiais do IPT e coordenador do projeto, a conquista deve ser comemorada. “A obtenção do didímio mostra que é possível, num futuro breve, a sua produção em escala industrial, contribuição definitiva para completar a cadeia dos ímãs de alto desempenho, peças-chave nas turbinas eólicas e carros elétricos, mas também necessários em dispositivos eletrônicos. A ideia é que se tenha no País domínio tecnológico de toda a cadeia produtiva dos ímãs permanentes, desde a extração mineral das terras raras até a fabricação dos ímãs”, afirma.

A CBMM, parceira do IPT no projeto, possui um grande diferencial competitivo para a produção do didímio. A empresa é líder mundial na exportação de nióbio, metal que é extraído de sua reserva mineral situada em Araxá (MG), que possui também alto teor de terras raras. A CBMM desenvolveu então uma planta-piloto de concentração (separação) das terras raras e deu sequência ao trabalho em uma planta laboratorial, na qual está conseguindo separar os óxidos dos principais metais de terras raras contidos em seu minério, dentre eles o óxido de didímio. O elo que faltava para dar andamento à produção dos superímãs era justamente a redução do óxido de didímio em metal, gerando o didímio metálico, escopo do convênio da CBMM com o IPT. O didímio foi obtido a partir de um trabalho de desenvolvimento de reatores e de processos de redução, que estão sendo investigados no projeto.

Havendo, portanto, a concentração e produção do óxido a partir das terras raras e a tecnologia para a fabricação de superímãs, já dominada por algumas universidades e institutos no Brasil, incluindo o IPT, o projeto de P&D&I, que transcorre no âmbito da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), preenche a lacuna que faltava para que o ciclo da cadeia produtiva se feche. Com duração de dois anos e previsão de término em junho de 2016, o projeto caminha agora para testes de rotas e processos, otimização de parâmetros de operação e controle do nível de pureza do didímio.

De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral, o Brasil é detentor da segunda maior reserva de terras raras do mundo. No entanto, o país ainda não explora comercialmente os elementos, mercado que é dominado pela China. “O projeto da CBMM é estratégico, pois abre portas para o país garantir internamente e também exportar um produto fundamental para indústrias de elevado conteúdo tecnológico, que têm demandas crescentes”, destaca Ferreira Neto.

Fonte: IPT

Receba notícias
em seu e-mail

Usinagem Brasil © Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por:

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Privacidade.