São Paulo, 07 de julho de 2026

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30/01/2016

Governo refinanciará prestações do PSI e Finame

(31/01/2016) – Com o objetivo de impulsionar o crescimento da economia, o governo anunciou na quinta-feira passada, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, um pacote de medidas de estímulo ao crédito que injetarão R$ 83 bilhões na economia. Entre elas, uma de grande interesse do setor metal-mecânico: a abertura da linha de crédito para refinanciar as prestações do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) e do Programa de Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame), que deverá resultar em empréstimos de R$ 15 bilhões.

Outra medida de interesse do setor foi a reabertura da linha do BNDES para financiar capital de giro de empresas com garantia do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) e com redução das taxas de juros deverá resultar na liberação de mais R$ 5 bilhões. Foi anunciando também o aumento do prazo máximo de pagamento e a redução da taxa de juros da linha de pré-embarque de produtos exportados (R$ 4 bilhões).

ABIMAQ – Para o presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, que participou da reunião, as medidas de incentivo ao crédito devem ajudar as empresas. “Acredito que teremos um pouco de fôlego e a economia poderá ser destravada. O aumento do crédito é fundamental para que consigamos ajudar a retomada do Brasil”, disse. Sobre o refinanciamento das dívidas contraídas junto ao BNDES, afirmou que, “além de dar fôlego neste momento tão agudo da crise, contribuirá para que as empresas estejam preparadas e equipadas para o momento em que houver a retomada da economia brasileira”.

No entanto, o dirigente empresarial lembrou que: “O pacote anunciado é fundamental como medida emergencial, mas o governo não pode perder de vista a necessidade de se iniciar, o quanto antes, as reformas estruturais que tanto o país necessita”.

FGTS – Para o governo, porém, a medida de maior impacto sobre a economia é a agilização da aplicação dos recursos do Fundo de Infraestrutura do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) em empreendimentos da área e a simplificação da emissão de debêntures de infraestrutura, que liberará até R$ 22 bilhões. Essa medida, no entanto, necessita de aprovação do Congresso Nacional.

Outro destaque, segundo o governo, é a autorização para que parte da multa rescisória do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), paga em demissões sem justa causa, possa ser usada como garantia para o crédito consignado  com desconto das parcelas diretamente no salário  por trabalhadores do setor privado. A expectativa do governo é que a medida resulte na injeção de R$ 17 bilhões em crédito.

De acordo com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, as medidas não resultarão em custo para o governo porque os financiamentos terão taxas de mercado e o governo está apenas simplificando procedimentos e reduzindo riscos, o que ajuda o próprio mercado a reduzir as taxas de juros. “Em relação ao crédito, a maior parte das iniciativas são administrativas. Sem gerar custo adicional para os contribuintes brasileiros. Queremos usar melhor os recursos disponíveis”, declarou.

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