(17/01/2016) – O Programa de Sustentação do Investimento (PSI) foi encerrado no último dia 31 de dezembro. A informação foi divulgada pelo BNDES sem alarde, ao final de uma nota em que informava a ampliação de sua participação nos empréstimos do programa Finame para o financiamento de bens de capital. A nota divulgada pelo banco diz o seguinte: “As mudanças nas condições do BNDES Finame ocorrem simultaneamente ao fim do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), criado por um prazo determinado e que termina em 31 de dezembro de 2015”.
O PSI foi criado pelo governo em 2009 para estimular os investimentos e ampliar a oferta de crédito após a crise de 2008. O programa, com taxas menores que as linhas BNDES Finame e BNDES Finame Agrícola, era voltado ao financiamento de investimentos em máquinas, equipamentos, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas.
De acordo com a Agência Estado “em sete anos, o PSI canalizou boa parte dos R$ 455 bilhões injetados pelo Tesouro Nacional no BNDES e entrou no centro do debate sobre as contas públicas, consideradas por muitos economistas e pelas agências de classificação de risco como uma das causas da crise econômica. O atraso no pagamento de despesas associadas ao programa tem destaque entre as chamadas pedaladas fiscais.
O fim do programa já era esperado pelo mercado. "Nessas condições de aperto nas contas públicas, não tinha como (renovar)", afirmou Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq à Agência Estado, acrescentando que a entidade recebeu bem outro anúncio do BNDES, que promete melhores condições de crédito do Finame (leia notícia nesta edição), linha mais tradicional para financiar bens de capital.