São Paulo, 07 de julho de 2026

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17/12/2015

Volume de importação de máquinas cai a níveis de 2006


(17/12/2015) – As vendas de máquinas e equipamentos industriais importadas devem cair de 25 a 30% em 2015, segundo estimativa da Abimei. O resultado, que se soma a quedas consecutivas desde 2012, está levando o setor aos patamares de 2006 – patamar diferente do que foi publicado neste site há duas semanas.  “Estamos regredindo 10 anos”, afirma Ennio Crispino, diretor de inovação da entidade, frisando que se “nada for feito” uma nova queda pode ocorrer em 2016.

Apesar das projeções pouco favoráveis para o próximo ano (veja matéria nesta edição sobre o PIB), os importadores de máquinas não estão de todo pessimistas. Segundo a Abimei, alguns fatores têm potencial para movimentar os negócios em 2016. Entre eles, a percepção de que alguns fabricantes de autopeças estão avaliando a possibilidade de nacionalizar peças e componentes que vinham sendo importados.

Paulo Castelo Branco, novo presidente da Abimei, lembra que se o câmbio continuar no atual patamar esse movimento tende a se fortalecer em 2016, o que deve trazer boas oportunidades de negócios para os importadores. “Para que essa nacionalização se concretize serão necessários investimentos em máquinas, já que o parque industrial brasileiro é antigo (segundo dados de 2013, a média de idade das máquinas é de 17 anos) e a fabricação local vai exigir maior competitividade”.

De acordo com o presidente da Abimei, sinais desse processo de nacionalização já podem ser vistos, por exemplo, no segmento de moldes e de estampos: “Algumas empresas desse segmento, as mais capacitadas, já estão com bom volume de trabalho”.

Mohseen Hatia, diretor-geral da Okuma Latino Americana, acrescenta que alguns projetos de nacionalização estão sendo retirados da gaveta também pela perspectiva de exportação. O executivo avalia que esse movimento só não é mais forte devido à atual falta de segurança político-econômica do País. “Embora as vendas ainda não estejam se concretizando,  as nossas empresas estão com grande carteira de cotações, sinal de que as empresas estão se planejando”, observa. Os projetos em estudo, em sua maioria, têm foco especial na redução de custos, racionalização e automação.

“Nunca se falou tanto em automação no Brasil”, complementa Ennio Crispino. “A maioria desses projetos são de soluções turn-key”. Para o diretor da entidade, está em curso no Brasil uma mudança de visão de produtividade. Dentro dessa perspectiva, aproveita para informar que o foco na inovação tecnológica será o mote da Abimei no próximo ano.

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