(13/12/2015) – Pela segunda vez este ano, os trabalhadores da Dedini entraram em greve. Assim, como na primeira ocasião, em setembro, o motivo são as demissões. Desde o ano passado, a empresa já demitiu 1.600 funcionários. Na mais recente, no início de dezembro, 200 empregados das unidades de Piracicaba e Sertãozinho foram dispensados.
Assim como várias outras fabricantes de equipamentos para o setor sucroalcooleiro, a Dedini – empresa de capital nacional, com 9 fábricas no País e perto de completar 100 anos de atividades – enfrenta dificuldades desde que esse setor entrou em crise. Nos últimos anos foram fechadas 80 usinas no Brasil e outras 68 estão em recuperação judicial. A própria Dedini está em recuperação judicial desde agosto de 2015.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, já está prevista a demissão de outros 430 trabalhadores entre janeiro e fevereiro de 2016. Conforme nota do sindicato, os representantes da Dedini teriam informado que a empresa não tem condições de realizar o pagamento das rescisões dos trabalhadores demitidos no início do mês e que iria depositar apenas cerca de R$ 300,00 por mês a partir de maio de 2016.