São Paulo, 26 de junho de 2026

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07/11/2015

Guhring fecha 2015 em alta e está otimista com 2016


(08/11/2015) – Com uma fábrica recém-inaugurada em Salto (SP), a Gühring Brasil tinha como meta crescer 26% em 2015. Não irá conseguir cumpri-la. O crescimento deve ficar entre 10% e 12%, o que considerando o cenário econômico atual já é um feito. E a empresa está otimista com 2016: a nova meta é de aumento do faturamento em 31% e, de acordo com Jorge Jerônimo, diretor da Gühring Brasil Ferramentas, com grandes possibilidades de cumpri-la.

O executivo frisa que não se trata de excesso de otimismo. “O mercado está complicado para toda a indústria, que está sofrendo mais que outros setores com a atual crise”, observa. Se a Gühring Brasil está na contramão neste momento, afirma o diretor, muito se deve à visão audaciosa da matriz cinco anos atrás, quando iniciou a reestruturação da filial brasileira.

Esse processo envolveu o investimento em uma nova fábrica em Salto, o fechamento das antigas unidades em Diadema e Joinville. Toda a operação brasileira foi readequada nos últimos cinco anos. Foi criada uma rede de distribuição: até 2011 atuava apenas com vendas diretas e hoje conta com cerca de 30 distribuidores. Também foi ampliado o portfólio de produtos ofertado no Brasil: até 2010 a filial estava focada apenas na área de ferramentas especiais. E, principalmente, a entrada no segmento de serviços de gerenciamento de ferramentas, um dos principais responsáveis pela expansão da Gühring em 2015 e 2016.

“O serviço de gerenciamento de ferramentas é muito importante na estratégia da empresa. A Gühring gerencia a área de ferramentas de cerca de 70 fábricas no mundo e não oferecíamos esse serviço no Brasil, assim como também não ofertávamos aqui nossos armários logísticos”, informa Jerônimo. Em 2014, a filial brasileira conquistou o gerenciamento da Fiat Campo Largo. Em 2015, fechou contrato com a Mahle Mogi Guaçu, que entrou recentemente em operação. E também com a Volkswagen de São Carlos, que terá início no começo de 2016.

“São contratos importantes que nos garantem de 30 a 40% da carteira de 2016”, destaca o diretor. “E estamos participando de vários outros projetos, sendo que em pelo menos dois deles temos grandes chances de sucessos”.

Esse quadro deixa a filial numa posição confortável, tanto que a empresa está dando sequência ao seu projeto de investimento em máquinas de alta produtividade e a renovação do parque fabril. A fábrica acaba de receber uma retifica CNC equipada com robô e uma retifica cilíndrica CNC, que oferece maior flexibilidade à operação. “Nosso objetivo é alcançar os padrões de produtividade exigidos pela nossa matriz e estamos perto de alcançar essa meta”, conclui.

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