São Paulo, 07 de julho de 2026

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17/10/2015

Fabricantes de serras buscam saídas para superar crise


(18/10/2015) – O consumo de serras pela indústria de transformação brasileira encolheu sensivelmente. A demanda nos setores siderúrgico, de distribuição de aços, tubos de aço, automotivo e metal-mecânico em geral diminuiu cerca de 40% na avaliação de alguns profissionais do setor.

Diante desse cenário, os fabricantes de serras circulares e lâminas de fita têm buscado alternativas para superar a crise. A Starrett, por exemplo, que fabrica no Brasil vários tipos de serras e lâminas tem procurado focar suas ações em segmentos não tão afetados pela crise, como o setor de madeira e alimentício, com bastante sucesso, em especial com a linha de produtos para o corte de carnes em frigoríficos.

“Praticamente todos os setores da indústria de transformação estão em retração”, diz Reginaldo Aragoni, gerente de Produto e Assistência Técnica da Starrett. Ele lembra que como as lâminas e as serras são produtos consumíveis, a queda no volume de vendas não foi tão grande em comparação com as máquinas para serrar. “Os clientes estão optando por fazer manutenção nos equipamentos antigos e não investir em novos, mesmo perdendo produtividade”.

“O mercado não está fácil para ninguém”, observa Eduardo Bueno, coordenador de Vendas da Sulcorte. Uma das saídas encontradas pela empresa foi o mercado externo. Os produtos da Sulcorte estão sendo exportados para Índia, Rússia, Itália, Argentina e Uruguai. “As exportações cresceram cerca de 40% em relação ao ano passado”, diz, reconhecendo que o aumento do valor do dólar também contribuiu para o aumento do volume.

De acordo com Bueno, a empresa também está se beneficiando por ter instalado uma filial em Valinhos (SP). Com a conquista de novos clientes, tem conseguido crescer mesmo em segmentos que estão em queda, caso dos fabricantes de tubos de aço, que têm boa concentração no Estado de São Paulo.

A Kampmann do Brasil, de Minas Gerais, tem apostado no investimento em tecnologia para ganhar mercado. A empresa desenvolveu um novo modelo de serra circular, batizada de Thor Blade, com pastilhas intercambiáveis de metal duro, para o corte de aços de alta liga. Em breve, lançara outra inovação, atualmente em fase final de desenvolvimento, para o corte de aços com alto teor de cromo para o setor de petróleo e gás.

Pedro Moreira, diretor da Kampmann, que é especializada em serras circulares de grande diâmetro, também foi buscar no mercado externo outra oportunidade. A empresa passou a exportar serras multiuso (para o corte de vários tipos de materiais), de diâmetro menor, para o mercado norte-americano. “Nos Estados Unidos esse tipo de serra é muito usado, por exemplo, no setor de construção, mas elas praticamente não têm mercado no Brasil”, explica.

Apesar dessas ações, a empresa deve fechar 2015 com queda no faturamento em torno de 20%, especialmente pela redução de atividade no setor siderúrgico, seu principal cliente. Este cenário fará com que a empresa adie por mais tempo o início das operações da unidade de Nova Lima (MG). Com todos os equipamentos já adquiridos, a nova fábrica será voltada à produção de serras de HSS e com cermet. “Vamos aguardar um momento mais oportuno para colocar está fábrica em operação”, comenta Moreira.

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