São Paulo, 07 de julho de 2026

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03/10/2015

Vendas do setor de máquinas registram nova queda


(04/10/2015) – Desde o mês março de 2015, a receita líquida total do setor de máquinas e equipamentos vem apresentando queda constante. O resultado de agosto – R$ 6,90 bilhões – só não é inferior ao registrado no mês de janeiro, mês tradicionalmente de baixo movimento. No acumulado do ano, conforme dados divulgados pela Abimaq na semana passada, o faturamento do setor soma R$ 58,17 bilhões, com queda de 7,4% sobre o mesmo período de 2014.

A entidade faz questão de frisar que este resultado foi obtido mesmo com o efeito cambial que eleva o valor das exportações. “O mercado interno retraído (-10,2%) levou a receita líquida do setor a uma queda de 7,4% no ano. Sem a valorização do dólar a Receita Líquida Total teria queda de 14%”, informa a Abimaq.

De acordo com a entidade, a tendência observada nos últimos meses no mercado interno combinada com exportações muito aquém do estimado, indica para 2015 a terceira queda consecutiva da receita líquida de vendas da Indústria de Bens Capital Mecânicos (-5% em 2013 e -12% em 2014). Para o presidente da Abimaq, o fato é ainda mais preocupante pois já que a base de 2014 é fraca. “Estamos indo para o terceiro ano consecutivo de queda em termos reais, uma queda de cerca de 30%”, disse.

De janeiro a agosto, as exportam do setor somaram US$ 5.166,59, valor 20,4% inferior ao obtido no mesmo período de 2014. “A paralisia nos financiamentos à exportação, combinada com volatilidade cambial, são fatores que estão dificultando a inversão do cenário”, segundo a entidade. Já as importações no período totalizam a US$ 13,59 no ano, 18,7% inferiores a 2014.

Outro dado preocupante é que em agosto, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos mecânicos utilizou 66,1% de sua capacidade instalada, com queda de 0,7% na comparação com julho e de 13,2% em relação a agosto de 2014. “A carteira de pedidos da indústria fabricante de bens sob encomenda registrou ligeiro crescimento nos meses de junho e julho, assim como no setor de bens seriados, mas ainda é a pior da série histórica”, informa a Abimaq.

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