(20/09/2015) – O secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, na palestra de encerramento da 21ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, afirmou que o Estado está promovendo “a maior expansão da rede metroferroviária da sua história”. Segundo o secretário, o Estado enfrenta um grande desafio, que envolve a contratação e execução de dez grandes empreendimentos com meta de conclusão nos próximos cinco anos, apesar das dificuldades atuais de se conseguir financiamento. Essa expansão visa atender a região metropolitana da Capital que concentra 30 milhões de habitantes em seus 39 municípios.
As dez obras do sistema metroferroviário empregam atualmente 13 mil pessoas, incluindo a Linha 6-Laranja (Vila Brasilândia – São Joaquim), a primeira Parceria Público Privada integral, que prevê construção, manutenção e operação, concedida à Concessionária Move São Paulo. Com custo estimado da ordem de R$9 bilhões e previsão de entrega em 2020, a Linha 6-Laranja terá extensão de 15,3 km, 15 estações e deve transportar 633 mil pessoas por dia.
A Linha 15-Prata do monotrilho Vila Prudente – Iguatemi, na Zona Leste com 13 km e 11 estações tem custo de R$ 3,2 bilhões. Já a Linha 17 de Congonhas ao Morumbi, que deve ser entregue em dezembro de 2017 à operação, terá 9,2 km e custo estimado de R$ 2,65 bilhões. A Linha 5-Lilás do metrô que terá 10,8 km e dez estações a um custo de R$9,56 bilhões também deverá ser entregue em 2017.
Pela primeira vez, o metrô avança para além da divisa da cidade de São Paulo ao contratar a Linha 18-Bronze, que ligará a estação Tamanduateí da linha Verde a Djalma Dutra, em São Bernardo do Campo, no ABC, com 15,4 km, 13 estações e custo avaliado em R$ 4,83 bilhões. E também para Guarulhos, através da Linha 13-Jade da CPTM, que interligará a estação Engenheiro Goulart, da Linha 12 da CPTM ao Aeroporto de Cumbica em mais 12,2 km e três estações a um custo de R$1,8 bilhão.
A CPTM também está expandindo a Linha 9-Esmeralda na Zona Sul que hoje vai de Osasco até o Grajaú para o extremo sul da capital, Varginha. Serão mais 4,5 km de linha, com duas novas estações: Mendes-Vila Natal e Varginha. O investimento é da ordem de R$ 775,3 milhões para estudos, projetos, adequação das áreas e execução das obras.
No total serão construídas e ampliadas nove linhas com 96,6 km e 77 novas estações.
A EMTU também avança além da região metropolitana de São Paulo na construção e administração do primeiro VLT (veículo leve sobre trilhos) paulista, entre Santos e São Vicente, com dez estações, que deve iniciar as operações até julho de 2016 onde estão sendo investidos R$ 7 bilhões.