(16/08/2015) – A Lamina Technologies do Brasil, filial da fabricante suíça de ferramentas de corte, tem novo diretor-presidente. Salvador Meijueiro Edo assume o posto, em substituição a Fernando Di Trani, com a missão de alavancar a marca no mercado brasileiro e contribuir para que a fabricante cumpra a meta estabelecida no final de 2014 de quadruplicar as vendas no mundo até 2018.
Ainda que a meta pareça muito ambiciosa, Edo informa que existe uma justificativa para tamanho salto em tão curto período de tempo. “No ano passado, o Catalyst Fund, de Israel, fez uma grande injeção de capital na empresa, no total de US$ 42 milhões”, explica. Com esse investimento, o Catalyst Fund adquiriu 70% das ações da Lamina, comprando as participações da dinamarquesa Unimerco e da francesa Dassault.
Os recursos foram e estão sendo empregados no desenvolvimento de novas linhas e os primeiros produtos já chegaram ao mercado. Edo informa que parte do trabalho recente da equipe de pesquisa e desenvolvimento visou o complemento do portfólio da Lamina, que até recentemente não contava com opções para algumas das principais operações de usinagem, como rosqueamento, por exemplo.
O novo presidente lembra que a Lamina é uma das marcas de ferramentas de corte mais recentes do mercado. Foi criada em 2002, quando a grande maioria de seus concorrentes atuais já contava com cerca de 40 anos de mercado, trazendo alguns diferenciais. O principal deles é o conceito multimaterial, baseado em ferramentas versáteis, por exemplo, ao mesmo tempo duras e tenazes. “Isso porque a Lamina é a única fabricante de ferramentas que como foco principal as pequenas e médias indústrias. É uma empresa que cria e desenvolve os produtos focada nesse cliente de pequeno e médio portes que precisa de produto versáteis”. Explica.
O investimento em P&D permitiu à empresa completar a linha, antes muito concentrada nas commodities. “Agora já podemos oferecer uma solução completa para as pequenas e médias indústrias”, diz, frisando que uma de suas tarefas como dirigente da filial brasileira será implementar os novos produtos no mercado nacional. Ele acrescenta ainda que já está investindo no aumento dos estoques com o objetivo de oferecer pronta entrega para toda a gama de produtos. Além disso, em breve pretende produzir o catálogo em português.
Com a nova estrutura, Edo acredita que a partir de 2016 a filial brasileira entrará numa fase de crescimento, podendo inclusive vir a contribuir para o cumprimento da meta global da Lamina, de quadruplicar as vendas até 2018.
PRECOCE – Salvador Mijueiro Edo chega ao cargo de diretor-presidente da filial brasileira Lamina com apenas 28 anos. E essa precocidade não é novidade na vida do executivo. Aos 17 anos entrou no curso de Engenharia Mecânica da UFRJ, mas desde os 15 já dava os primeiros passos no setor metalmecânico, acompanhando o pai, Salvador Conde Edo, tradicional distribuidor de máquinas do Rio de Janeiro, proprietário da Equiplast.
Ao mesmo tempo em que frequentava a universidade, assumiu a área de ferramentas da Equiplast, que na época deu início à distribuição das ferramentas da Lamina. Assim, entre 2006 e 2009, trabalhou como distribuidor da Lamina. Em 2009, veio o convite da empresa para se transferir para a Suíça. Convite aceito, acabou concluindo o curso de engenharia mecânica na Universidade de Ciências Aplicadas da Suíça Ocidental. Em 2011, assumiu o cargo de gerente Global de Pesquisa e Desenvolvimento. “Agora, no Brasil, vou ajudar a implementar na prática alguns produtos que ajudei a desenvolver na fábrica da Lamina”.