
(19/07/2015) – Segurança no uso de máquinas é uma tendência mundial. No Brasil, a maturidade nesse quesito ainda registra diferentes níveis de maturidade entre fabricantes, usuários e prestadores de serviços. Esse fato que embasou o Safety Symposium – 2º Simpósio de Segurança de Máquinas, promovido pela Rockwell Automation no início de julho em São Paulo. Nele, foram apresentados os requisitos legais, as melhores práticas e tecnologias nesse campo.
O evento colocou em discussão temas como o Panorama Atual da Legislação Brasileira; Tecnologia em Segurança como Ferramenta de Produtividade, Desempenho e Otimização de Máquinas; e Connected Enterprise, onde Tecnologia da Informação (TI), Tecnologia da Operação (TO) e Segurança se encontram.
O Safety Symposium também demonstrou que segurança e produtividade andam juntas. Eric Lutz, gerente de produto da linha laser/scaners da Rockwell Automation, observou que, com o uso de modernas tecnologias de segurança, companhias conseguem ser de 5% a 7% mais eficientes, têm de 2% a 4% menos tempo não programado de máquina parada e reduzem em 50% os acidentes, em relação à média dos concorrentes. “Dispositivos inteligentes permitem a proteção do operador e o menor tempo de parada da máquina, contribuindo para o ganho de produtividade”, enfatizou.
“Infelizmente, muitas empresas sacrificam a produtividade para atingir metas de segurança quando, na verdade, a segurança é um facilitador que faz a eficiência e a produtividade aumentarem”, comenta Renato Mota, gerente regional de marketing para segurança da Rockwell Automation.
Mota aponta os cinco pontos fundamentais que alinham segurança e produtividade: Análise de risco – conhecimento da máquina; Elaboração de requerimentos funcionais – como a máquina funciona; Verificação – conferir se o projeto atende aos requisitos da análise de risco; Validação – testar todos os modos de falha; Manutenção – garantir que está funcionando de acordo com o que foi previsto.
Tendência – O gerente avalia que, no futuro, todos os produtos terão algum nível de segurança associado. Ele assinala que a busca da eficiência e do aumento da produtividade está impondo mudanças sem precedentes na manufatura, onde TO e TI convergem, numa integração perfeita e completa. “Hoje, dispositivos e arquiteturas inteligentes são a face visível desse novo modelo de indústria, chamado Empresa Conectada (The Connected Enteprise)”, conclui.
Representando o Ministério do Trabalho, Aida Cristina Becker, coordenadora da Comissão Tripartite Temática CNTT-NR-12, abordou a situação corrente da norma reguladora. “A NR 12 tem amparo na Constituição e equilibra a relação entre a iniciativa privada e a sociedade”, disse, frisando que 12% dos acidentes em geral acontecem com máquinas e que, em média, ocorrem no País dez amputações por dia. “O Brasil registra sete acidentes fatais a cada 100 mil trabalhadores, contra três dos Estados Unidos e dois da Inglaterra”, comparou.
Aida Becker também informou aos participantes do evento alguns ajustes introduzidos na NR-12 pela recente Portaria nº 857. Dentre eles, o tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas nas obrigações de capacitação, reconstituição do manual de instruções, de máquinas antigas e elaboração de inventário.
Outras mudanças foram a dispensa do cumprimento dos requisitos da Norma a máquinas e equipamentos de fabricação nacional destinados à exportação; e permissão expressa da movimentação de máquinas e equipamentos que não atendem à NR-12 fora das instalações da empresa, para reparos, adequações, modernização, desativação, desmonte e descarte.