São Paulo, 27 de Novembro de 2021

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    Cummins eleva a nacionalização de componentes


    (24/11/2021) - A fábrica da Cummins em Guarulhos (SP) está passando por uma grande transformação, processo em parte impulsionado pelo início da produção dos motores Euro VI, legislação que começa a vigorar em 2023. A futura produção desses propulsores contará com mais componentes nacionais. Além disso, a unidade ganhará 14 robôs colaborativos nas linhas de usinagem e montagem, novos softwares e outras mudanças como foco nos conceitos da Indústria 4.0.

    A empresa, que está completando 50 anos de Brasil, informa que a transformação em curso na fábrica de Guarulhos certamente será um dos mais importantes marcos da sua história no País. “É um divisor de águas”, resume Celso Ricardo de Oliveira, diretor de operações, ao falar não só dos ganhos de produtividade, qualidade e segurança com as mudanças na área de manufatura, como também do trabalho de localização de componentes, alguns dos quais já em fase de conclusão.

    Entre ações em andamento, um dos destaques é a chegada dos robôs colaborativos nas linhas de usinagem e de montagem. Ao todo serão 14 Cobots, dos quais um já está em operação e outros quatro serão incorporados na fábrica ainda este ano. Outros nove chegam no ano que vem.

     “Nosso projeto Plant Transformation envolve mudanças significativas no contexto da Indústria 4.0, com evoluções na parte dos softwares, em ergonomia, abastecimento de linha e logística, abrangendo todos os processos desde o desenvolvimento do produto até a sua produção final”, explica o executivo.

    Um diferencial no atual processo de transformação da fábrica, iniciado em maio de 2020, foi a criação de uma equipe de manufatura dedicada exclusivamente ao projeto Euro VI. “O projeto começou em 2018/2019 e as transformações foram iniciadas em 2020. Tudo para garantir a entrega dos novos motores entre o final de 2022 e começo de 2023, quando a nova legislação de emissões de poluente entra em vigor”.

    Dual Sourcing - Oliveira informa que já tem protótipos prontos entregues para testes e destaca também que, com a chegada do Euro VI, a empresa conseguiu implantar o sistema dual sourcing: “Ao investirmos na nacionalização, fizemos um trabalho junto aos clientes para mostrar que ter duas fontes de fornecimento reduz eventuais riscos no processo produtivo. Havia resistência nesse sentido, mas agora conseguimos validar componentes de origens diferentes, garantindo maior agilidade nas operações”.

    Dentre as peças nacionalizadas, o diretor cita o cabeçote do motor F 3.8, que antes vinha da China e também é utilizado no motor F 4.5. Com o processo já encaminhado de localização, a Cummins terá mais de 50% de índice de nacionalização em seus motores, invertendo proporção anterior, que era mais favorável aos componentes importados.

    “Com esse trabalho e os investimentos em manufatura há expectativa em se ter ganhos de lucratividade”, comenta, citando, eentre outras ações nessa área, o aumento do número de leitores elétricos que fazem a rastreabilidade das peças, mostrando a origem de cada uma. “Vamos ampliar esse número de 182 para 393, com ganhos expressivos em qualidade”, complementa o executivo.

    Os investimentos em manufatura também envolveram a aquisição de novos scanners e uma melhora significativa na parte de limpeza, além de muito treinamento no chão de fábrica.