São Paulo, 20 de Setembro de 2021

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    Linha Amarela: indústria eleva projeções para 2021

    (25/07/2021) - A antecipação da renovação de frota por diversos clientes, e os bons resultados que vêm sendo registrados nas áreas de mineração e agronegócio, fizeram a Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) rever a previsão de vendas de máquinas e equipamentos para 2021.

    Em evento virtual realizado última quinta-feira, 22, a entidade projetou que as vendas da linha amarela - que inclui os equipamentos de movimentação de terra e é o mais importante do setor - deverão ser 25% maiores do que as registradas em 2020. A previsão, agora, é de que sejam vendidas 24.414 máquinas, diante das 19.581 comercializadas no ano passado.

    A estimativa feita pela Sobratema no final do ano passado era de um crescimento de cerca de 20% em 2021, o que implicaria numa queda em relação ao crescimento de 2020 para 2019, quando houve uma elevação de 22%.


    “O mercado está confiante de que poderemos alcançar um patamar próximo das 25 mil máquinas vendidas, nos aproximando dos melhores índices obtidos pela indústria entre os anos de 2012 a 2014”, disse Afonso Mamede, presidente da entidade. “O cenário tornou-se novamente favorável para o nosso setor”.

    “O mercado está bastante positivo e poderia ser ainda mais sólido em número de máquinas”, comentou Mário Miranda, consultor da Sobratema e autor do levantamento. Segundo ele, a demanda é hoje maior que a disponibilidade de equipamentos no mercado. A tendência, inclusive, é a de um leve aumento na importação de equipamentos.

    Conforme as novas previsões da Sobratema, o crescimento em 2021 deverá ser significativo até nos carros-chefes da área de movimentação de terra - retroescavadeiras, pás carregadeiras e escavadeiras hidráulicas: 24%, diante de 2020. Nos demais equipamentos que não fazem parte do portfólio da linha amarela (plataformas aéreas, guindastes, betoneiras etc.), a evolução nas vendas poderá chegar a um patamar mais alto, 29%.

    A associação também arriscou uma previsão para 2022. Na linha amarela, o crescimento diante de 2021 deverá ser de 5%, com a possível venda de 25.684 máquinas. É a mesma porcentagem esperada para os outros tipos de equipamentos.

    De acordo com Mamede, o desempenho poderá melhorar ainda mais nos anos seguintes, caso se confirmem os investimentos previstos para a área de saneamento, agora sob novos marcos institucionais (entre R$ 500 e R$ 700 bilhões nos próximos dez anos) e no setor der construção residencial. E o país não seja atravancado pela crise hídrica e pela protelação das reformas econômicas.