São Paulo, 02 de Agosto de 2021

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    Cresce a venda de máquinas e equipamentos usados

    (18/07/2021) - A gradual retomada do setor industrial brasileiro reavivou não apenas o interesse dos empresários em comprar máquinas novas, mas também o de adquirir, como alternativa, máquinas e equipamentos usados ou seminovos.

    De fato, se a Abimaq - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos prevê 15% de crescimento real na venda de máquinas e equipamentos saídos de fábrica, o segmento de usados, em especial os vendidos em leilões, também vem registrando forte procura, com elevação de 24% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

    Segundo Marcelo Pinheiro, diretor técnico da MaisAtivo, unidade do Grupo Superbid que realiza o processo de intermediação para os certames, os fatores que determinam a escolha de um equipamento usado são, principalmente para as empresas de médio e pequeno porte, os preços, os prazos de entrega, as variações cambiais e as taxas presentes na compra de um similar zero quilômetro.

    “E como os leilões também negociam equipamentos oriundos de desativações industriais, ou seja, que já possuem alguma tecnologia embarcada ou possibilidade de um retrofitting rápido, estão sendo cada vez mais procurados”, explica Pinheiro.

    Segundo ele, dificuldades em setores como autopeças e metal mecânica geraram muitas oportunidades de compra nos últimos meses, com a oferta de máquinas operacionais e ainda com larga vida útil nos processos produtivos.

    Em média, as máquinas e equipamentos leiloados no mercado carregam entre 10 e 20 anos de vida útil para aplicação. Muitos atendem, inclusive, normas de segurança mais modernas, como a NR12.

    Pinheiro destaca que, no Superbid Marketplace, os equipamentos mais buscados nos últimos 12 meses foram ferramentas, máquinas CNC, equipamentos periféricos e itens como transformadores, motores elétricos e tanques de inox.

    A demanda maior veio dos setores de mineração, siderurgia, alimentos e bebidas e agrícola. De acordo com o executivo, os usados vêm sendo bastante procurados também por empresas que ainda trabalham com sistemas produtivos mais antigos ou dentro de conceitos mais artesanais, ou por aquelas que atuam em regiões mais distantes do país.