São Paulo, 02 de Agosto de 2021

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    Equinor vai investir US$ 8 bilhões na Bacia de Santos


    (20/06/2021) - A multinacional norueguesa Equinor vai investir US$ 8 bilhões no estado de São Paulo para exploração de óleo e gás na Bacia de Santos, em parceria com a ExxonMobil, Petrogal Brasil e Pré-sal Petróleo. As parceiras decidiram desenvolver a fase 1 do campo de Bacalhau, no pré-sal brasileiro, na Bacia de Santos.

    “Bacalhau é o primeiro empreendimento desenvolvido por uma operadora internacional na área do pré-sal e criará grande valor para o Brasil, para a Equinor e para os parceiros. A boa cooperação com parceiros, autoridades brasileiras e fornecedores resultou em uma decisão de investimento para o campo de Bacalhau”, disse Arne Sigve Nylund, vice-presidente executivo de Technology, Projects & Drilling da Equinor.

    A descoberta da área de Bacalhau foi feita pela Petrobras em 2012 e o plano de desenvolvimento foi aprovado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em março de 2021. “Bacalhau é um projeto globalmente competitivo com um break even abaixo de US$ 35 em uma região chave de energia no mundo. As reservas recuperáveis estimadas para a primeira fase são de mais de um bilhão de barris de petróleo”, afirmou Nylund.

    Na avaliação de Veronica Coelho, presidente da Equinor no Brasil, “Bacalhau é um passo importante para a realização de nossa ambição estratégica de fortalecer nossa presença no Brasil. É também um projeto importante para o país, pois representa investimentos significativos, efeitos em cascata na cadeia de suprimentos e geração de empregos locais”.

    A Equinor tem operações em mais de 30 países. Está presente no Brasil há quase 20 anos, com foco em exploração e produção de óleo e gás, e em energias renováveis. Desde setembro de 2018, a agencia de investimentos InvestSP dá suporte à multinacional no projeto de gás natural no estado de São Paulo.

    “O desenvolvimento do campo de Bacalhau é um investimento estratégico em nosso portfólio global e tem o potencial de trazer alto retorno para a ExxonMobil, nossos parceiros e o povo brasileiro”, disse Juan Lessman, presidente da ExxonMobil no Brasil. “Este projeto progrediu graças à forte colaboração entre a ExxonMobil, a Equinor, a Petrogal e o governo.”

    “Bacalhau é um projeto offshore de classe mundial, com baixo break even e baixa emissão de carbono. Este projeto irá contribuir de forma significativa para o crescimento competitivo contínuo da Galp em upstream. O investimento é uma prova do compromisso da Galp em continuar a crescer no Brasil, e o seu sucesso terá retornos positivos para todos os stakeholders da Galp no país e fora dele”, afirma Thore Kristiansen, COO de Upstream da Galp.

    "O projeto de Bacalhau teve o mérito de superar aspectos técnicos de alta complexidade, sem prejudicar os aspectos econômicos e sociais altamente positivos. Bacalhau simboliza o grande benefício que empresas estrangeiras podem também aportar no desenvolvimento do pré-sal e do Brasil. A PPSA se sente premiada com essa parceria de alta cooperação, que promete trazer excelentes resultados para a União", afirma Eduardo Gerk, Diretor-Presidente da PPSA.

    O primeiro óleo está planejado para 2024. Devido à pandemia COVID-19 e às incertezas relacionadas, os planos do projeto podem ser ajustados em resposta às restrições de saúde e segurança.

    A Siemens Energy, inclusive, já anunciou que foi escolhida pela OneSubsea para o fornecimento turnkey no projeto do campo de Bacalhau. O projeto incluirá sensores de pressão e temperatura para o sistema de produção subsea, equipamento de distribuição elétrica, incluindo jumpers elétricos, terminações de umbilicais, conectores para módulos subsea e conjuntos elétricos para o sistema de controles de equipamentos submarinos. A produção será realizada na fábrica da Siemens Energy Boemlo, na Noruega e na fábrica de conectores elétricos submarinos em Ulverston, no Reino Unido. A empresa também fornecerá o variador de frequência (VFD) para a unidade de produção tipo FPSO (Floating, Production, Storage and Offloading).

    O desenvolvimento consistirá em 19 poços submarinos ligados a uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) localizada no campo. Este será uma dos maiores FPSOs do Brasil, com capacidade de produção de 220 mil barris por dia e dois milhões de barris de armazenamento. O óleo estabilizado será escoado para navios aliviadores e o gás da fase 1 será reinjetado no reservatório.