São Paulo, 24 de Junho de 2021

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    Eólicas offshore: especialistas defendem conteúdo nacional

    (06/06/2021) - Especialistas que participaram do encontro virtual “Novas energias - desenvolvimento de eólicas offshore no Brasil e a experiência holandesa”, promovido na última terça-feira, 1, pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) em parceria com o consulado da Holanda, defenderam a montagem de uma cadeia produtiva com forte conteúdo nacional para o setor eólico offshore, até mesmo em relação à logística dos equipamentos.

    Trata-se de um mercado altamente promissor em termos globais. Estima-se que o mercado de energia eólica offshore pode alcançar US$ 810 bilhões nos próximos dez anos e a capacidade global instalada deve ultrapassar 250 GW até 2030.

    Para Fernando Montera, coordenador de Relacionamento de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, as oportunidades de projetos de eólicas offshore no Brasil são enormes e devem ser aproveitadas, mas não se configuram como de curto prazo.

    “Para a indústria estar apta a atender os projetos futuros, porém, é fundamental trabalhar as sinergias com o mercado offshore a partir de hoje”, salientou, observando que o país já discute a implantação de 40 GW em projetos ao longo da costa, dos quais 17% podem ser instalados em águas fluminenses.

    De acordo com ele, o estado do Rio precisa manter essas oportunidades no radar, aproveitando as sinergias entre os mercados offshore existentes e o potencial dos projetos de eólica offshore, aproveitando as competências de mão de obra e as conquistas tecnológicas na área obtidas pelo Brasil.

    Segundo Niels Veenis, cônsul-geral adjunto e chefe do Setor de Energia do consulado geral dos Países Baixos no Rio de Janeiro, o Brasil tem um potencial de 700 GW para eólicas offshore, dez vezes mais do que a Holanda, e por isto não deveria perder a oportunidade de investir no setor, da mesma maneira bem planejada como aconteceu naquele país europeu.

    Para Erick Aeck, diretor executivo da Van Oord - Brasil, multinacional holandesa especializada em dragagem, engenharia naval e projetos offshore, o calcanhar de Aquiles na instalação de um parque offshore é a cadeia de suprimentos. “Por isso, o ideal é não precisar contar com a importação de equipamentos, mas sim com cadeias locais”, explicou.