São Paulo, 24 de Junho de 2021

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    Polo Automotivo Jeep reunirá 61 fornecedores


    (09/05/2021) - O Polo Automotivo Jeep, instalado em Goiana, Pernambuco, está completando seis anos de operações. Nesse período já produziu 1 milhão de veículos, dos modelos Jeep Renegade, Jeep Compass e Fiat Toro e, a partir do segundo semestre, um novo modelo, um D-SUV, entrará em produção na planta pernambucana. Além disso, a Stellantis anunciou a expansão do Parque de Fornecedores.

    Já na inauguração da fábrica o Polo contava com um Parque de Fornecedores composto por 16 empresas em seu perímetro industrial, entre elas a Marelli, Lear, Adler, Pirelli, Saint-Gobain e Denso. Hoje, já são 41 fornecedores instalados nas proximidades da fábrica, os mais recentes são a Benteler e a Itaesbra, que passaram a operar neste início de ano. Atualmente, mais de 14 mil pessoas trabalham no Polo.

    “A Stellantis, em sintonia com a política de industrialização do Governo do Estado, continua dialogando com fornecedores para que se estabeleçam no entorno do Polo e a expectativa é que até 2025 estejam instalados em Pernambuco 61 fornecedores, entre materiais diretos e indiretos”, diz o comunicado de imprensa divulgado na semana passada.

    A constituição do parque de fornecedores em Pernambuco segue o exemplo do bem-sucedido projeto da Fiat em Minas Gerais, conhecido como “mineirização”. Cerca de dez anos depois da instalação da fábrica em Betim (MG), fundada em 1976, a montadora deu início à formação do parque de fornecedores, tendo já atraído 120 empresas para o entorno da fábrica.

    Diferente do caso mineiro, a estratégia de estabelecer junto à planta vários fornecedores estratégicos foi adotada desde o início das operações em Pernambuco, “permitindo que os veículos produzidos no Polo alcançassem um alto índice de nacionalização”, de acordo com a empresa. Atualmente, esse índice ultrapassa a marca de 60%.

    “A alta localização da produção atrai indústrias para o entorno da planta Jeep, uma vez que a indústria automotiva tem uma cadeia longa de produção, que envolve muitos fornecedores de diversos setores. Os fornecedores, por sua vez, necessitam desenvolver seus próprios fornecedores de insumos e serviços e, deste modo, ativa-se uma corrente de industrialização“, explica Juliana Coelho, plant manager do Polo Automotivo Jeep.

    O alto índice de nacionalização dos componentes utilizados levou a Jeep a ser a primeira montadora no Brasil a utilizar a cabotagem como fluxo permanente para transporte de componentes. A modalidade se refere à navegação entre portos ao longo da costa, com a terra à vista. Desde 2018 o Polo utiliza a cabotagem para a movimentação de componentes entre as regiões Sul e Sudeste e a planta em Goiana. As partes chegam pelo Porto de Suape e de lá seguem para a fábrica via transporte rodoviário.

    QUARTO MODELO - De acordo com a Stellantis, ainda este ano será lançado o quarto produto da planta pernambucana, “um modelo inédito que chega para colocar a Jeep no segmento de D-SUV e consolidar o Polo como um verdadeiro SUV Center”.

    Com capacidade para sete passageiros, o novo carro será o maior e mais sofisticado produzido localmente e está sendo desenvolvido desde o início totalmente no Brasil (é o único SUV do segmento D, ou seja, SUVs grandes, projetado no País), mas tem conceito global e será exportado também para outros países latino-americanos.

    Embora concebida para produzir até quatro modelos simultaneamente, a planta de Goiana passou por ajustes para receber no segundo semestre o novo modelo. Antes de chegar à manufatura de fato, as adaptações foram concebidas virtualmente durante nove meses com a participação integrada de todas as áreas envolvidas. “Dessa forma, conseguimos simular a linha de produção e antecipar os desafios. Consequentemente, somos mais assertivos e ágeis na prática, além de alcançar maior eficiência no custo e identificar pontos de melhoria que beneficiam todos os modelos produzidos na planta, garantindo mais qualidade ao produto final”, explica Juliana Coelho.