São Paulo, 24 de Junho de 2021

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    Autopeças: importação e déficit comercial disparam


    (02/05/2021) - O recuo das exportações e o aumento concomitante das importações fez com que o déficit comercial da indústria de autopeças disparasse no primeiro trimestre de 2021. De acordo com o Sindipeças, a entidade que representa o setor, o resultado negativo da balança comercial registrou alta de 127% na comparação com os primeiros três meses do ano passado.

    Segundo a entidade, as receitas das exportações baixaram de US$ 1,58 bilhão para US$ 1,51 bilhão no primeiro trimestre, recuo de 4,2%. Enquanto isso, as importações galoparam para US$ 3,5 bilhões este ano, contra os US$ 2,4 bilhões do mesmo período de 2020 – expressiva alta de 42,7%.

    O resultado foi uma balança comercial afundada no negativo, com um valor de US$ 1,99 bilhão, diante dos US$ 878,9 milhões registrados nos primeiros três meses do ano passado.

    Março, particularmente, foi um mês bem ruim para a balança comercial deste segmento da indústria automotiva. As exportações somaram US$ 576 milhões, alta de 9,2% sobre os US$ 527 milhões de idêntico mês de 2020.

    Só que as importações, no entanto, subiram bem mais nesse mesmo comparativo: atingiram US$ 1,76 bilhão, elevação de 121,2% sobre o total de US$ 797 milhões em autopeças compradas no exterior em março do ano passado.

    O desempenho no primeiro trimestre deste ano, de qualquer forma, foi desigual nos diferentes mercados estrangeiros, tanto no que diz respeito às exportações como às importações.

    As exportações para a Argentina no acumulado deste ano, por exemplo, tiveram aumento de 22,9%, de US$ 329,4 bilhões para US$ 405 milhões. Já as vendas destinadas aos Estados Unidos cresceram 4,4%, de US$ 251,6 milhões para US$ 262,7 milhões. As remessas para a Itália também aumentaram, 95,8%, mas elas representaram um volume financeiro bem menor: US$ 73,8 milhões.

    Mas houve redução nas exportações para o México, de 20,7%, de US$ 205,7 milhões para US$ 179,9 milhões, e para a Alemanha de 9%, para US$ 107 milhões.

    No caso das importações, as provenientes da China cresceram 51,3% no trimestre, atingindo US$ 612 milhões, e as dos Estados Unidos chegaram a mais da metade deste valor, US$ 354,8 milhões. O crescimento das compras realizadas nos EUA foi de 60%.