São Paulo, 18 de Abril de 2021

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    Venda de máquinas agrícolas cresce 55% no 1º bimestre


    (04/04/2021) - O faturamento do setor de máquinas agrícolas deu um salto no primeiro bimestre de 2021, na comparação com o mesmo período do ano passado. A expansão foi de 55,2%, segundo dados divulgados pela Abimaq na última quarta-feira, 31 de março.

    Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, observa que os números são bastante significativos, ainda que a base de comparação seja ruim: “O primeiro bimestre de 2020 não foi bom. O mercado de máquinas agríciolas começou a se recuperar a partir de junho e ficou bastante aquecido no segundo semestre”, explica.

    Apesar do bom início de ano, Estevão considera que o setor deve registrar em 2021 crescimento semelhante ao de 2020, quando a expansão foi de 18%. Em sua avaliação, este é um resultado bastante expressivo, bem acima da média alcançada nos últimos sete anos.

    O executivo informa que a falta de insumos e peças - problema que tem impactado o setor automotivo, por exemplo - não tem afetado a produção de máquinas agrícolas. Segundo ele, ocorreram problemas pontuais, com o surgimento de alguns gargalos, mas nada que levasse a paradas de produção. “Estamos enfrentando falta de aço desde setembro do ano passado e isso tem provocado alguns atrasos nas entregas e nos cronogramas de montagem, mas o faturamento não tem sido impactado por isso”, afirma.

    EXPORTAÇÃO - A forte recuperação nas vendas externas também contribuiu para o aumento do faturamento do setor. No primeiro bimestre, as exportações de máquinas agrícolas cresceram 66%, ao mesmo tempo em que as importações caíram 17,3%.

    De acordo com Estevão, o bom momento vivido pela agricultura brasileira explica o bom desempenho do setor. “O País teve uma boa safra e os agricultores tiveram um aumento grande na rentabilidade, tanto pela alta no preço das commodities no mercado internacional, como soja e milho, quanto pela valorização do dólar”, disse.

    Em sua opinião, esses fundamentos se mantêm, o que permite prever a continuidade do crescimento no médio e longo prazos. “A agricultura está indo bem e a demanda por alimentos continua crescendo. Pode haver alguma oscilação, mas será conjuntural. O agro brasileiro tem tudo para aumentar as exportações, oferecendo oportunidades de negócios para vários outros setores”, conclui.