São Paulo, 18 de Abril de 2021

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    Falta de política trava expansão de elétricos no País

    (07/03/2021) - Ao contrário da União Europeia, Estados Unidos, China e mesmo de alguns países latino-americanos, o Brasil ainda não definiu uma estratégia para a adoção em massa de veículos comerciais elétricos no país, e esse assunto sequer parece ter alguma prioridade atualmente.

    A constatação é do consultor Jomar Napoleão, da Carcon Automotive, exposta em artigo sobre a expansão em nível global da eletrificação no segmento de caminhões e ônibus, que hoje está bem mais atrasado do que na de veículos leves. Napoleão baseou o artigo em dados da KGP Automotive Intelligence.

    “Só que o Brasil está mais atrasado ainda”, afirma o consultor. “O que vemos são algumas inciativas pontuais, como a de uma grande empresa de distribuição que em janeiro anunciou a aquisição de 10 caminhões elétricos tipo VUC, além de outras empresas que anunciaram planos semelhantes”.

    Outra exceção estaria no segmento de ônibus urbanos, no qual várias capitais e cidades de médio porte divulgaram planos de eletrificar suas frotas nos próximos anos, e muitas delas já contam com alguns ônibus elétricos circulando.

    “A falta de uma política nacional nesse setor dificulta as decisões de investimento, mas, de qualquer forma, a evolução dessas iniciativas pontuais poderá direcionar alguma política no futuro”, observa Napoleão.

    Segundo o consultor, no cenário global, se o grau de eletrificação nos veículos leves vem crescendo agressivamente nos últimos anos, nos comerciais pesados esse processo vem ocorrendo mais lentamente.

    Em 2020, praticamente todos os veículos vendidos foram a combustão interna (diesel, gasolina e gás natural) com uma pequena participação dos elétricos puros, quase todos ônibus, a maioria na China.

    Em 2032, segundo projeções da KGP, espera-se um forte crescimento em todas as categorias de eletrificação, já mostrando uma participação importante da tecnologia de célula de combustível (hidrogênio). Essa tecnologia tende a ser a solução futura para longas distâncias.

    Os países que estão na frente nesse processo são a China (hoje o país que mais investe em geração de energia renovável), o bloco europeu e vários estados norte-americanos que seguem as práticas da Califórnia.